quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

PORTFOLIO LUIGI STEFANO RADIALISTA 02

Dentre as nossas exposições de trabalhos,vou lhes apresentar duas outras peças cujo áudio foi gravado por mim. A criação é da agência Original P&P de Itaúna. Os dois VTs foram solicitados pela Prefeitura de Arcos.Vale salientar, que a apresentação destas peças no blog, não representam investimento por parte da Administração citada. Apreciem o trabalho.

VT Prefeitura Municipal de Arcos MG. 01

VT Prefeitura Municipal de Arcos MG. 02

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

PORTFOLIO LUIGI STEFANO RADIALISTA 01


Olá amigos, um pouco de desanimo e um outro tanto de falta de tempo me impediram de postar nos ultimos dias, alguns comentarios, não que não houvessem, mas faltou oportunidade, mesmo. Gostaria a partir de hoje de colocar aqui neste nosso espaço democratico e de comunicacão alguns de meus trabalhos. Uma grande parte deles, produzidos por mim mesmo e gravados em meu estudio, pequeno mas eficiente e outros em parceria com agências e algumas produtoras; sendo assim conheçam na pratica um pouco deste comunicador e se precisarem entrem em contato para produções em áudio. A primeira peça que voces verão e ouvirão, foi criada pela agência CRIARTE&MARKETING de Itauna MG, o aúdio original deste vt não é meu, fiz apenas o spot para o radio, mas adaptei a peça para que conheçam na integra a campanha.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Postagem de um grande amigo.

Olá, alguns amigos estão visitando nosso blog e por motivos vários, estão fazendo seus comentários ou na minha pagina do orkut, ou através de meu e-mail, sendo assim, para que todos possam compartilhar os comentários de vários profissionais que caminharam comigo ao longo desta carreira, sempre que os mesmos forem feitos fora do blog, vou transporta-los para cá , caso os comentaristas não façam objeção claro. O comentário a seguir é do meu amigo KIM ( ERICSON) , leia e comprove a paixão que todos nós que trabalhamos na 107FM sentimos ,por termos estado lá.


Caro, acabo de fazer uma viagem no tempo visitando o seu BLOG, posso te afirmar que essa época foi a mais importante de minha vida, foi nessa emissora que aprendi o significado de equipe, eu lembro de no dia da minha folga ir para a Radio somente para compartilhar da amizade dessa equipe , por fazer parte da equipe técnica por varias vezes em dias de chuva eu chegava em casa e dizia a minha mãe "vou ficar de prontidão por que com certeza aquele transmissor iria desarmar" (afinal era o primeiro transmissor de FM da América Latina , e já estava bastante cansado) e para religa-lo era preciso subir na serra apertar vários botões e rezar para que ele tivesse forças de voltar a vida. Poderia te contar aqui varias passagens felizes e tristes ,mas o que realmente importa é que temos historias a contar e um ser humano sem ter o que contar não viveu .. Parabéns e continue a sua historia.

A experiência que todos nós adquirimos naquela época, nos permitiu aprender a trabalhar como equipe e sobretudo nos tornarmos grandes profissionais. Também fez com que este que um dia foi um dos nossos mais competentes e dedicados técnicos, se transformasse em um dos mais bem sucedidos executivos no Rio de Janeiro. Obrigado grande amigo KIM.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

NOITE DE PREMIAÇÃO DO TROFÉU EVIDÊNCIA 2009


Troféu ofertado ao premiados de 2009


Este comunicador e a idealizadora do TROFÉU EVIDÊNCIA, Luciene Alves
diretora do JORNAL SPASSO.


Apresentando a noite de premiação.

Entrevista ao colega apresentador Leopoldo Siqueira
da Tv Alterosa de Belo Horizonte.
Entrevista com a empresária Débora. proprietária da loja BICHO PAPÃO, premiada na noite.

Making Off, da gravação de entrevistas.

A jornada pelo rádio parte 12 - Momentos mais recentes.


Olá amigos e amigas, a partir de agora, vamos intercalar as nossas conversas, falando um pouco das nossas experiências na RADIO CLUBE FM, afinal foram 5 anos nesta emissora de Itaúna MG e meu trabalho na emissora que atualmente estou, Cor do textoA RADIO SANTANA FM, até a presente data já contam 8 anos em Itaúna. Para que não fiquemos muito atrasados nos acontecimentos atuais, vamos mostrar nossos trabalhos, locuções, marcas que já defendemos comercialmente e muitas outras coisas.
Começo com o meu mais recente trabalho como mestre de cerimônias, a exatamente 5 anos sou o mestre de cerimônia de um dos mais cobiçados prêmios de reconhecimento profissional que existe aqui em Itaúna. Evento promovido pela empresária e amiga LUCIENE ALVES , o TROFÉU EVIDÊNCIA premia, empresas e profissionais liberais que se destacam cada um em suas respectivas áreas. Eu mesmo já tive oportunidade por 2 vezes de receber este prêmio, pelos meus trabalhos na área de locução.
Além de ser o mestre de cerimônia, gravo um programa sobre o evento que vai ao ar alguns dias após a premiação na programação da TV CIDADE, uma emissora local onde inclusive já tive um TALK SHOW chamado DE TUDO UM POUCO, que ficou no ar por quase um ano, eu ainda vou falar mais sobre ele aqui no nosso blog, veja a seguir algumas fotos deste evento onde este comunicador, põe em pratica suas varias facetas profissionais.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A jornada pelo rádio parte 11 - Vítima de um trote.


Tudo na vida tem sua hora certa para acontecer não é mesmo, por mais simples que seja. Olha só, quando eu estava postando a história anterior, pedi um favor a um colega aqui da cidade, o FUVIO. Pedi a ele a logomarca da RADIO CLUBE para postar neste blog. No mesmo momento mexendo aqui em meus arquivos achei um áudio, que a muito estava sumido em meus arquivos de locução . Era um audio ao vivo no ano de 2001 na emissora, foi então que percebi que tinha sido alvo de uma pegadinha. È o seguinte, Itaúna, parece que sempre foi a sede das radios pirata hoje por exemplo existe um punhado e na época em que eu cheguei na cidade, havia uma radio chamada EPIDEMIA FM. Uma radio de programação pop jovem e que gozava de uma boa aceitação na cidade. Um dos membros desta radio, resolveu então fazer uma pegadinha comigo, como ele sabia que eu não conhecia bem a cidade e tão pouco as emissoras locais , o cara me ligou , usando um pseudônimo e me pediu para mandar um abraço para todos da epidemia, (logomarca ao lado - fonte Google) que estavam no centro me ouvindo, e eu sem saber de nada mandei um abraço pra todos da radio pirata que disputava audiência com a emissora que eu havia acabado de entrar.
Ouça aí.
Mais uma, das muitas historias de um radialista e sua profissão. Continuamos depois. Sejam todos EXTREMAMENTE FELIZES!!!!!

A jornada pelo rádio parte 10 - Locutor no Interior.



Bem, terminamos a ultima postagem, falando da minha ida para Itaúna M.G. , eu não sei bem o que aconteceu na minha entrevista na radio ALTERNATIVA FM, não sei se minha parente se equivocou quanto ao horário marcado ou esqueceram que haviam marcado comigo.
A verdade é que tomei um chá de cadeira de mais ou menos 4 horas, na espera do diretor da radio, na verdade um dos irmãos que era dono da emissora.
Como a demora estava sendo muita, falei que ia tomar um café e retornaria dentro de pouco tempo na esperança de ser recebido deixando antes disso o meu curriculum para quando o mesmo chegasse, já fosse dando uma olhada.
Como o tempo de quem procura um emprego é precioso e já que eu estava na cidade, veio a minha lembrança o nome da RADIO CLUBE.
Só um parênteses nesta parte . O meu pai Luziário Pinto começou sua carreira de locutor em Divinópolis, aquela cidade em que fui batizado como citei na primeira postagem, depois de alguns anos ali trabalhando ele resolveu tentar um colocação em Itaúna e foi justamente na RADIO
CLUBE AM, que ele trabalhou alguns anos, vindo a conhecer minha mãe Victoria , se casando e depois indo para B.H.
Continuemos....Lembrando da emissora, resolvi enquanto tomava café me informar onde ela se localizava na cidade. Para minha sorte era apenas 2 quarteirões de onde eu estava e sem marcar nada, fui com a cara de pau que já é peculiar a todo radialista bater na porta da emissora.
Informei-me quem era o diretor, me apresentei na recepção, solicitei um encontro e qual não foi minha surpresa. Fui prontamente atendido, não esperei nem 10 minutos. Conheci então o muito cordial AFONSO HENRIQUE, proprietário da radio.Esperava encontrar um senhor de 70 anos , achei que a emissora ainda era do mesmo proprietário do tempo de meu pai .Encontrei um senhor de meia idade, muito polido que me recebeu em sua sala, imediatamente apresentei meu curriculum, dizendo porque estava na cidade, ele calmamente o leu, olhou pra mim e sentado naquela mesa grande na sala dele começou a conversar comigo sobre o radio, minha experiência e sobre algumas coisas dos EUA. Foi quando percebi que ele era um homem , muito culto, na verdade ele era filho de um dos homens que fundou a RADIO CLUBE AM, a família foi proprietária durante muitos anos de uma das maiores empresas de tecelagem de Minas Gerais e agora, ele dirigia a emissora que havia se tornado AM E FM.
Depois de uma longa e agradável conversa, insisti para deixar um piloto ( aquele teste que todo locutor faz) ele disse que não precisava, mas mesmo assim eu disse que fazia questão se ele não se importasse. Ele consentiu então, e com o acompanhamento de um dos funcionários da casa chamado JOSINO, fui até o estúdio de gravação, muito simples na verdade e deixei o meu registro vocal. Agradeci a atenção, deixei o numero de meu celular e fui embora.
OLHA A SURPRESA!!!!! Peguei o elevador, desci e quando estava entrando no passeio da rua para ir para a radio ALTERNATIVA FM, na esperança de ser atendido, o meu celular tocou, vi que o prefixo não era de BH, era o de Itaúna, estranhei, atendi e que estava do outro lado? O AFONSO HENRIQUE, elogiou o meu trabalho dizendo que havia ouvido meu piloto, já que o JOSINO, havia gostado muito e me disse, “ Olha, façamos o seguinte , não feche com a outra emissora, antes de falar comigo, ouça a proposta deles e me procure em seguida”.
Fiquei feliz , e fui para a outra emissora, chegando lá por vota das 11.30 da manhã, recebi a informação de que quem deveria me receber não havia chegado e que era para eu ir a um lugar que eu nem fazia ideia de onde era para poder gravar um piloto, já que a radio não tinha estúdio de gravação .
Já estava ficando complicado, depois de aguardar por quase 5 horas, ainda deveria ir até um lugar que eu nem sabia onde era na cidade. Mas como quem tem boca vai a Roma e eu tinha a lembrança da localização de alguns bairros na cidade, rumei para a casa de um dos funcionários da radio que tinha um equipamento de gravação e que gravava algumas coisas para a emissora. SURPRESA!!! O cara nem sabia que eu ia lá , mas colocou boa vontade e me gravou. Ah!! Esqueci de dizer, o pessoal da radio pediu que eu voltasse na parte da tarde. BELEZA!!!! Minha parente , estava trabalhando, não tinha para onde ir, então fiquei igual barata tonta, rodando pela cidade, sentado no banco da praça da matriz, apreciando a paisagem e esperando o relógio apontar 14.30h.
Hora chegada, lá fui eu de novo para meu encontro com o responsável pela RADIO ALTERNATIVA FM.
OBA!!!! O responsável desta vez estava, depois de conversarmos, ele me diz o seguinte, “Vamos fazer um teste e saber o que você sabe fazer”. E aquele que tem mania de vez em sempre falar a verdade foi obrigado a dizer. “ Você me desculpe mas acho que você não leu o meu curriculum, já que você está me perguntando o que eu sei fazer”. O responsável pela emissora, ficou um pouco sem jeito, tentou concertar a colocação feita e aí eu perguntei qual era a realidade salarial da empresa, o que viria a ser o salário caso nós fechássemos alguma coisa.
Tenho que ser sincero, quando ele falou sobre o salário me deu até uma tonteira. Era menos da metade do que eu recebia em uma das emissoras, em B.H.. E olha que eu disse que eu tinha a pretensão de me mudar para a cidade, levando esposa e filhos.
Diante da decepção salarial , resolvi agradecer e deixar para uma outra oportunidade dizendo que iria pensar um pouco e depois entraria em contato novamente.
Já eram 16 horas, saí da emissora em que estava e fui procurar, então novamente o AFONSO HENRIQUE, como o mesmo havia me pedido, ele me perguntou quanto haviam me oferecido, então disse que havia gostado da apresentação do meu trabalho, e me ofereceu uma quantia bem maior que a radio concorrente. Ele me perguntou quando eu poderia começar, coloquei minha situação no que se referia a minha família, mudança, e outras coisas, combinamos para começar daí a 10 dias. E estabeleceu-se que eu começaria em um horário noturno de 20 às 24 horas. Fui encaminhado para o gerente da emissora o GERALDO LOPES, e conversando, ele me perguntou que tipo de programa eu tinha em mente para fazer. Foi nesta parte que eu estranhei, porque estava acostumado a receber da direção artística as recomendações sobre que tipo de programação deveria seguir, (mais na frente vamos detalhar isto), então sugeri fazer um programa romântico, a exemplo do que muitas emissoras fazem no horário da noite. 10 dias depois como combinado estava de volta aos microfones, desta vez na RADIO CLUBE FM em Itaúna MG.
Nossa História continua, sejam todos EXTREMAMENTE FELIZES!!!!!!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A jornada pelo radio parte 09 - DE VOLTA AO MUNDO DO RADIO

Depois do período no exterior, fiquei uns 30 dias descansando em casa e junto a família que há muito tempo eu não via.
Foi aí que descobri que durante a minha ausência, muita coisa havia mudado no universo radiofônico.
As rádios comunitárias haviam se expandido e as rádios pirata infestado o mercado, era só girar o DIAL, que se achava uma radio mais diferente que a outra, coladinha na freqüência de uma radio oficial ou até mesmo interferindo na transmissão de determinada emissora.
Como estava fora do País, levei um susto com aquilo, passados alguns dias resolvi bater perna pelas rádios, na procura de uma nova colocação.
Foi aí que fiz uma outra descoberta, os computadores, já haviam chegado aos estúdios de locução e gravação, tudo informatizado, nada mais de cartucheira, separar cds, enfim a automação havia chegado às emissoras.
Outra triste descoberta foi a de que muitas vagas haviam se extinguido, onde vários operadores haviam perdido o emprego, já que com o uso do computador, o locutor poderia fazer dois serviços e o pior, alguns locutores como da madrugada haviam sido substituídos pelo programa automático dos computadores.
Enfim, soma comigo: piratas + comunitárias + automação = Desemprego e falta de vagas no mercado.
Uma coisa triste da vida no radio, é que enquanto você está no ar todo mundo sabe que você existe, se você sai, para voltar é uma dificuldade que só vendo. Parece que todo mundo te esquece. O coordenador ou diretor artístico te dá chá de cadeira, te enrola pra marcar um dia, por mais que te conheça comete a indelicadeza de te pedir pra fazer teste, como se fosse um novato e por aí vai. È que algumas pessoas, quando conseguem pegar um pezinho na vida, se acham o rei da cocada preta, assumiu uma coordenação ou direção artística, acha que tem o direito de desrespeitar um outro profissional e olha que ta cheio de gente assim espalhada por aí.
As coisas na vida de todos nós, não acontecem como queremos ou na hora que desejamos, não é mesmo? E comigo não foi diferente, com a escassez de vagas no mercado radiofônico, tive que ir me virando como podia, até aparecer uma vaga em uma radio qualquer. Com uma parte dos recursos que trouxe dos EUA, montei um sacolão no bairro em que eu morava e com o meu currículum não foi difícil conseguir uma colocação em uma rádio pirata que se identificava como comunitária. Nela passei a apresentar um programa matinal e a vender umas publicidades pelo bairro, já que neste tipo de radio, quem te paga é o anunciante, o dono da radio não quer nem saber, mas não era uma coisa muito séria e pra mim que já tinha passado por grandes emissoras, não foi uma coisa muito agradável.
Já viu um radialista de nascimento vender tomate e batata? Pois é um desastre, o sacolão não foi pra frente, nesta situação toda uma luzinha piscou lá na curva da estrada e como a violência estava instaurada e aumentando cada vez mais em Belo Horizonte, inclusive com a invasão da minha casa por um marginal, resolvi me mudar da capital e tentar a vida em um outro lugar, para quem já tinha ido para os EUA trabalhar, qualquer lugar no Brasil seria perto não é mesmo? Pois é.
Foi então que resolvi, fazer uma visita á cidade de Itaúna MG, que fica a 85 km de Belo Horizonte. Está cidade, já fazia parte da minha vida, já que todos os familiares de minha mãe ali residiam, e eu, por muitas vezes passava minhas férias, morando inclusive um pequeno período da minha infância ali.
Primeiro sozinho e hospedando-me na casa de uma parente, desembarquei na cidade e com um horário previamente agendado, fui para um entrevista na radio ALTERNATIVA FM, uma rádio comunitária, mas com boa audiência na cidade.
Aí começa uma outra história, que eu conto na próxima postagem. Um abraço a todos e sejam EXTREMAMENTE FELIZES!!!




quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A Jornada pelo radio parte 08 - NA TERRA DO TIO SAM

Olá amigos (as), espero que estejam apreciando o blog, talvez meu texto não seja o mais perfeito e ao estilo dos grandes cronistas, mas estou tentando ser o mais próximo que um comunicador consegue ser diante do microfone, traduzindo o que falaria em texto, para que vocês possam visualizar as situações que aqui são apresentadas. Então vamos continuar. Este trecho, não necessariamente, tem relação com minha trajetória no radio, mas não posso pular esta parte que tem mais um lado pessoal do que profissional, porque ela tem relação com a continuação da minha vida de radialistaTalvez um dia crie um blog pra contar a vida pessoal que está nas entrelinhas desta carreira.
Bom, depois de fazer como todo mundo faz, pedi para ser demitido da RADIO AMERICA AM, mas como a dama de ferro não cedia, por mais que gostasse do meu trabalho na emissora, me disse que se eu quisesse que pedisse minha demissão. E assim eu fiz, vendi meu carro comprado a menos de 6 meses com meu acerto da Radio Cultura Am, juntei com as economias advindas de meu desligamento da Radio América Am e rumei para os EUA.
Na primeira ida, fiquei somente uma semana, você acredita nisto? Pois é a maré tinha começado mesmo a virar, ao colocar os pés nos EUA, por volta do mês de Agosto de 1999, recebi uma ligação urgente da médica de minha esposa, me informando que a dona Maria (Cátia), não tinha aguentado a emoção de minha partida e tinha sofrido um piripaco no coração, na verdade ela que é a minha segunda esposa, já não tinha lá uma saúde das mais confiáveis e com o emocional abalado, não resistiu a emoção do maridinho partir para tão longe e precisaria passar por uma intervenção cirúrgica, a qual a mesma só se sujeitaria se eu aqui estivesse. Lá fui eu pegar o avião de volta uma semana depois no aeroporto de N.Y. e voltar rápido para o Brasil. Voltei, ela fez a intervenção que precisava e fiquei em casa durante o resto do ano cuidando dela e dos filhos que ainda eram pequenos, e gastando os poucos recursos que ainda tinha dos meus acertos nas rádios, só para esclarecer, naquela época, eu tinha o Luigi Filho que vivia com minha primeira esposa, a Victoria Stefanie que contava com 1 ano e meio e o meu enteado que tinha por volta de uns 5 a 6 anos, hoje eu já tenho mais um , depois eu falo dele.
Restabelecida do mal cardíaco e mais forte, minha esposa teve que aceitar novamente minha decisão de ir para os EUA mais uma vez, pois já havia ficado um longo período sem colocação no mercado de trabalho (bonita esta expressão ?) DESEMPREGADO MESMO, e as coisas, já estavam mais que apertadas em nosso dia a dia , então era necessário que eu conseguisse um maior recurso financeiro em um menor espaço de tempo, a solução foi desembarcar mais uma vez em NEW JERSEY, desta vez em pleno inverno de Fevereiro de 2000.
Na verdade, minha passagem pela América foi até menos dolorosa, do que para muitos imigrantes, já que minha mãe já era uma cidadã americana e meu irmão também já tinha família constituída naquele País, então casa e comida já estavam garantidos, o que faltava mesmo era o trabalho.
Vale lembrar que na América na maioria das vezes , quando o sujeito chega , não tem esta de escolher a profissão que tinha no Brasil, isto é coisa pra rico ou coisa de filme, lá se você quer, pega o trabalho que aparecer e comigo não foi diferente, trabalhei na carpintaria (
JESUS AMADO), é a mais dolorosa das profissões naquele lugar, ao fim do primeiro dia de trabalho não consegui abrir minha mão e tão pouco sentir meu braço direito de tanto que bati prego e carreguei tábua nas costas, é sem duvida um dos serviços mais pesados de se fazer naquele País. Vou fazer um relato breve desta parte, pra gente poder voltar para o radio depressa. Bem, fiquei ali na carpintaria uns 3 meses, mas era inverno e as oportunidades de trabalho nesta época do ano são muito escassas e porque não dizer quase inexistentes, então tudo que ganhava na semana mandava para o Brasil para pagar contas atrasadas e sustentar a família. Como disse, era inverno e se nevava muito nada de trabalho foi aí que eu resolvi tentar a minha profissão na América, ser Radialista, nos dias de folga ia bater ás portas do local mais possível de me dar algo para fazer relacionado ao que já sabia, fui até a RTP (Radio Televisão Portuguesa), que mantinha um estúdio de Newark, próximo até de onde eu morava e como o dialeto é bastante semelhante, entendi que poderia fazer algum trabalho de locução, para a comunidade Brasileira que anunciava no canal Português. Não fui muito feliz, consegui fazer umas três gravações comerciais, sem muita expressão, o dinheiro era muito pouco para um imigrante que tinha saído do Brasil pra fazer um pé de meia, na verdade, eu tinha ido para os EUA, no desejo de passados alguns meses, levar toda a minha família, mas desisti.
Como não deu certo na RTP, voltei para as obras, fui trabalhar na construção de telhados, cheguei a subir escadas em uma altura de 20 a 40 metros , carregando rolo de material para construção de telhados no ombro, por exemplo, trabalhei em igrejas enormes daquelas que os EUA possuem,( serviço de doido aquele),limpei calhas, fiz faxina em residência, kkkkkk, um dia não tinha serviço na firma de construção de telhados em que eu trabalhava, que na verdade tinha atendido um pedido de meu irmão que lá trabalhava, para me dar algum trabalho por um tempo, então eu era um ajudante lá, mas um certo dia a faxineira da esposa do proprietário da firma faltou de serviço e a esposa dele estava desesperada porque precisava de alguém pra limpar a residência do casal, o meu irmão como já sabia que eu tinha jeito com estas coisas de cuidar de casa, imediatamente abriu a bocarra dele e ofereceu meus serviços para a patroa, lá fui eu fazer o CLEAN HOUSE, serviço de limpeza, da casa dos patrões, a conseqüência disso foi surpreendente, a mulher gostou tanto da minha faxina que dispensou a portuguesa que habitualmente fazia este serviço para ela e eu passei a atende-la, uma vez por semana, eu também cozinhei,lavei banheiros e tudo o que aparecia, até que um dia algo diferente surgiu como oportunidade de emprego. Também por indicação de meu irmão que conhecia o local fui ser Manager de uma boate GOGO, onde dança aquela mulherada semi-nua, que a gente vê na televisão, pois é, fui trabalhar na sucursal do inferno, acho que é o mais próximo que posso chegar para você ter noção do que era aquele lugar, trabalhava de11.30 da manhã até as 3.30 da manhã do outro dia , de segunda a segunda com meia folga diária durante a semana e um domingo uma vez na vida e outra na morte, local de chão preto, parede preta, teto preto, 4 caixas de som enormes batendo no ouvido durante todo o tempo, luzes piscando, 20 a 30 mulheres se revezando em danças sensuais e provocadoras, sobre o palco e 120 homens , tomando todas em volta do balcão, lutando para dar um TIP (gorjeta), para as dançarinas, em troca da atenção de uma delas, na hora de fazerem o drink habitual, mas era ali que conseguia mandar um bom dinheiro para casa e ainda juntar um pouco para minhas despesas pessoais, este trabalho posso dizer tinha algo mais próximo da minha realidade profissional, por se tratar de uma casa de eventos e que tratava com o publico, então cheguei a gerenciar algumas festas e eventos que rendiam um troco a mais para todos que ali trabalhavam e assim se passaram 7 meses, uma das conseqüências do trabalho, até hoje, não suporto a claridade, pois vivia tal qual os vampiros e só via a luz do sol entre 10:00 e 11.15h. da manhã, o resto era no escuro.
Chega um dia que a paciência esgota e eu que não me adaptava naquele País de forma alguma, resolvi voltar para o Brasil e retomar minha carreira. Não percam o próximo capitulo e sejam todos EXTREMAMENTE FELIZES!!!!.

A Jornada pelo radio parte 07 - NA RADIO AMERICA AM E CULTURA AM


Recomeçamos a contar nossas experiências pelo radio com um enorme agradecimento, caso você tenha tempo, entre nos comentários do post onde falamos de nossa passagem pela radio 107 FM. O grande diretor artístico CLAUDINÊ ALBERTINI, muito me honrou com seus comentários, o que comprova mais do que nunca a excepcional experiência que tivemos com este que hoje também pode ser chamado de ÍCONE, do radio , nome certamente eternizado na Historia da comunicação Mineira e porque não dizer Brasileira. A você CLAUDINÊ os meus mais sinceros e respeitosos agradecimentos.
Bem, depois desta puxação de saco, vamos continuar a nossa historia. Lá fui eu integrar a equipe de comunicação da RADIO AMERICA DE BH, recebi o convite da diretora de jornalismo, naquela época a simpaticíssima ANA CRISTINA, uma profissional, extremamente dedicada e que através de um comando técnico invejável, coordenava a equipe matinal de jornalismo da emissora , após o convite, fui apresentado á diretora da emissora a DAMA DE FERRO, a SRª VÂNIA ALBERGARIA, Margareth Thatchercom certeza teria inveja dela, ela era parada dura, mulher difícil de ceder a pressões e mudar suas opiniões, com isto todo mundo na emissora andava no pianinho, tinha na verdade alguns rebeldes na área, como a irreverente operadora de áudio UPS..... Esqueci o nome dela, acho que era VERA, simpatia de pessoa, sabe aquela que dá um boi pra não entrar na briga, mas quando entra dá uma boiada pra não sair? era a VERA, bem a VÂNIA ALBERGARIA, era assessorada diretamente, pelo coordenador artístico HILTON RIBEIRO, uma pessoa gente boa, mas tenho que dizer uma coisa, de vez em quando ele talhava o sangue da gente, com as decisões dele, os profissionais que possuíam por exemplo uma experiência maior de radio, ficavam fulos da vida, mas é assim mesmo, não dá pra reclamar muito. Na ocasião de minha apresentação à SRª VANIA ALBERGARIA, recebi a confirmação sobre minha contratação como novo noticiarista da emissora e também um punhado de não, tipo, não pode usar bermuda, não pode trazer visita dentro da radio, só na sala de recepção, não isso, não aquilo, mas tudo bem, mais uma vez eram as normas dela, na ITATIAIA, também não se pode usar bermuda, cada um com sua regra, minha função principal seria ancorar um noticiário de 50 minutos todas as manhãs de 07:00h ao 12:00, o bom da História é que não era direto, funcionava assim. Eu apresentava o primeiro noticiário do dia com duração de 50 minutos, saía do estúdio e voltava de hora em hora para apresentar um boletim informativo de 5 a 7 minutos e depois aos 15 para o meio dia para um outro noticiário de 15 minutos, pronto bater cartão e ir embora.
Ancorar um noticiário em belo horizonte é briga de cachorro grande, pois a principal concorrente, a ITATIAIA, basicamente mantém a liderança no segmento noticioso.
Mas dávamos bem o nosso recado, meu primeiro parceiro nos microfones da América foi o fera HAROLDO AMENO, ex – ALVORADA FM dentre outras, sempre tirando uma piadinha e uma gozação com os colegas, depois de um certo tempo, mudou o parceiro e aí foi o meu grande camarada CASSIO MURILO, grande profissional e companheiro de trabalho, juntos apresentamos o Jornal matinal da emissora por praticamente 2 anos e meio, a pouco tempo , conversando com ele na rede de relacionamentos ORKUT, ele me disse que estavam de olho em nós lá na RADIO AMERICA, quando dizem estão de olho, são outras emissoras, e no nosso caso, as concorrentes diretas ITATIAIA E RADIO GLOBO, mas não deu tempo, deixei a emissora antes disto, (vou chegar nesta parte em breve) , ao mesmo tempo em que exercia minhas funções na RADIO AMERICA, continuava, na CULTURA AM, isto lá no prédio da ITATIAIA, depois de alguns meses, transferiram os estúdios para as instalações do bairro DOM CABRAL, bem , nesta parte começa outra Historia interessante, não existe nada pior no meio do rádio do que uma emissora ser dirigida, coordenada ou propriedade de quem não entende nada de radio, porque a pessoa, vai querer fazer e quando faz, destrói tudo que já foi feito ou não faz nada de bom ou proveitoso ou pior inventa de fazer algo que não deveria ser feito daquela forma. Deu pra entender? Desculpem é a sinceridade de novo.
Foi o que aconteceu com a RADIO CULTURA AM naquela época, como já disse anteriormente a emissora sempre ocupou a 2ª colocação na audiência, abaixo da ITATIAIA e quem vinha depois no 3º lugar? , justamente a Radio América. Como o RONALDO CARVALHO foi dispensado, a radio ficou temporariamente sob a direção do HILTON RIBEIRO, logo depois assumiu a direção uma simpática senhora que não me lembro o nome (sinceramente), aí começaram os problemas, ela exercia uma função não sei de que nas Edições Paulinas, que não tem nada a haver com radio e foi coordenar artisticamente a Radio Cultura, o que percebeu-se nos bastidores, foi que travou-se uma batalha pelo poder entre ela e o coordenador da Radio América, na verdade a todos nós víamos que ela queria meter o dedinho dela em todos os setores da emissora, inclusive na própria RADIO AMERICA, enfim, ela levou a melhor e a radio levou a pior. Vou explicar o porquê.
Tudo corria normalmente na programação da emissora, quando de repente a nova coordenadora, teve um surto de criatividade. Atenção, novatos do radio, como no futebol, TIME QUE ESTÁ GANHANDO NÃO SE MEXE, exceto se alguém se contundir, então.... radio que está na liderança, deixa quieta, não inventa moda não, porque o tiro pode sair pela culatra. Não é que a chefinha fez uma reunião para anunciar as mudanças na emissora?
Começou enaltecendo os valores profissionais de todos que nela estavam, mas que a radio tinha que deixar a imagem de brega que ela tinha. Ora, ora minha gente, a radio era o que era, justamente por ser brega ou vitrolão, como queiram chamar, tocava só o fino no popular e ela soltou a histórica frase “a cultura tem que deixar de ser uma radio de empregada doméstica” e foi falando, falando e informou que a partir daquela data programas consagrados a mais de 10 anos como as “CANÇÕES DO ROBERTO E A HISTORIA DE CADA UM” , “TOCA-TUDO DA CULTURA” , “ MANHA TOTAL” sairiam do ar, a radio iria tocar tudo o que era sucesso do momento. ( acho que ninguém falou para ela que já existiam as FMs fazendo isto), bom, e lascou a nova programação na nossa guela abaixo. Em certo momento, da reunião ela fez uma pergunta que não devia para pessoa menos indicada, adivinha quem? Para aquele que de vez em sempre tem a mania de falar a verdade, EU. E vou ser sincero, com todos vocês se depender de puxar saco de patrão ou chefe, eu vou ficar desempregado muito tempo.
A nova coordenadora, vira delicadamente para mim e pergunta: “E você Luigi está tão calado, nos prestigie com sua bela voz e me dê sua opinião, o que você acha?”
Na “TORA” eu respondi para ela, que literalmente ela iria afundar a programação da radio, pois as FMs, já faziam o que ela pensava que era inovação, mas que como profissional que era, cumpriria a rigor as novas determinações, deixando bem claro para ela que aceitar não necessariamente era concordar com o que ela pretendia fazer. Não precisou de mais nada, todo mundo arregalou um olho pra mim e ela torceu o biquinho, insatisfeita com minha opinião. Fazer o que? Passados 3 meses a TRADICIONAL CULTURA AM, figurava nas pesquisas onde nós chamamos “NAS OUTRAS”, ou seja você olha a lista de classificação e depois da ultima você procura pra ver se acha as outras. Alguns meses depois, a Arquidiocese, inaugurou a TV HORIZONTE, e uma grande estrutura foi montada, para comportar a equipe televisiva. Todos nós percebíamos que o clima entre a nova coordenadora de programação da CULTURA AM, e o pessoal da RADIO AMERICA, ainda continuava, um pouco quente, aí a ideia de tirar a CULTURA AM do bairro DOM CABRAL e leva-la para a Savassi, em modernas e novas instalações e tudo mais que uma grande emissora precisasse. Era o que nossa gênio do radio precisava, independência e autonomia para tomar todas as decisões que julgasse certas, nesta época eu já contava 7 anos de RADIO CULTURA AM e como também trabalhava na AMERICA AM, tinha uma certa estabilidade na casa, mas com a mudança do endereço ela deu o pulo do gato, alegando ajustes financeiros em virtude dos investimentos feitos na emissora, o corte nas despesas eram necessários e o primeiro a ter a cabeça degolada foi este que vos escreve. Depois de mim, tudo foi mais fácil, mandou quase todo mundo embora da radio e ficou à vontade para fazer da CULTURA AM a rádio nas OUTRAS.
Permaneci na radio AMERICA por mais um tempo acho que por quase um ano, mas como todo homem que tem família e filhos para criar a corda apertou e então tomei a dolorosa e mais amarga decisão de minha vida, solicitei meu desligamento da RADIO AMERICA AM e rumei para os ESTADOS UNIDOS DA AMERICA, fui para a terra do tio SAM.mas aí, já é uma outra Historia, que eu conto na outra postagem. Até lá, sejam todos EXTREMAMENTE FELIZES!!!!!!!!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A Jornada pelo radio parte 06 – Dentro da REDE ITATIAIA DE RÁDIO

Opa peço desculpas a você, que vem acompanhando a historia deste comunicador, estive ausente na freqüência de minhas postagens, é que andei um tanto ocupado com alguns trabalhos nos últimos dias, o que não significa necessariamente, ganhando dinheiro, e aí não deu pra escrever a continuação de nossa saga , mas vamos continuar nesta postagem. Antes, porém gostaria de agradecer ao colega RONALDO CARVALHO, que já deixou a mensagem dele na postagem anterior, vou falar dele daqui a pouquinho. Bem, então vamos continuar, como disse nas ultimas linhas do post anterior, me tornei o apresentador do POINT 103, era o horário quente da radio EXTRA FM naquela época. Foi no meu primeiro dia de trabalho que recebi um telegrama do meu pai o Luziário Pinto, com algumas palavras, veja bem, o lema lá em casa era este, fez errado tá no corretivo, fez certo, não foi mais que obrigação, então palavras de elogio, não eram muito freqüentes, parabéns então, raríssimos, que eu me lembre no dia do telegrama, foi uma das poucas vezes que recebi o reconhecimento de um bom trabalho, vou tentar reproduzir aqui o que continha no mesmo, já que não me lembro ao certo do texto, mas era mais ou menos assim “ Parabéns, ouvi emocionado despedida 107 parabéns, na Itatiaia amigos meus, amigos seus, Sucesso.” Basicamente foi isto , mas imagine a minha felicidade, o segundo elogio pra valer mesmo veio na segunda postagem deste blog, mas o burro aqui, conseguiu realizar o feito de apagá-lo, fui editar o texto e salvei a coisa errada e perdi o depoimento, mas fiquei também feliz com a palavras dele. OPA, pode parar, não é pra ninguém ficar chorando aqui não, vamos voltar para a historia deste comunicador.
Na REDE ITATIAIA, descobri um outro universo profissional, este no sentido mais exato da palavra. Para quem conhece a Itatiaia, sabe que o lema para muitos é QUEM TÁ DENTRO QUER SAIR , QUEM TÁ FORA, TÁ DOIDO PRA ENTRAR, é um misto de cobrança e obrigação, dever e satisfação, é um grupo espetacular que prima pela qualidade técnica e artística, descobri que na Itatiaia, com raríssimas exceções, só trabalhavam os melhores profissionais e só permaneciam por um longo tempo os mais competentes, isto serve para todos que lá ainda estão e aos que por longos anos permaneceram, por que um coisa é certa , ali só fica muito tempo quem tem competência. Desculpe a sinceridade, mas ela às vezes incomoda e eu, de vez em sempre, costumo ser sincero nas minhas opiniões profissionais, mesmo sabendo que ela desagrada a quem não quer ouvir.
O problema de se trabalhar em grandes empresas é que a corda sempre arrebenta do lado mais fraco e em se tratando de rádio, o locutor, sempre é o pato da vez (depois explico melhor).
Estando dentro da Itatiaia, logo pensei, não posso ficar só aqui na EXTRA FM, aqui dentro existem ainda a ITATIAIA AM, FM, e a rádio CULTURA AM, então tenho que dar meus pulos e buscar uma outra colocação, ou melhor, mais uma colocação em uma destas outras emissoras do grupo.
E assim, comecei a buscar testes para as outras rádios do grupo, pra você ter idéia da dificuldade de se entrar para o cast da Itatiaia , é só você calcular, o ACIR ANTÃO, já era locutor da Itatiaia a uns 20 anos, saí de lá e ele ainda é, então entrar propriamente na Itatiaia AM, não seria uma coisa muito fácil, ciente disto, fui bater na porta do RONALDO CARVALHO, o cara que citei lá em cima, ele era o coordenador artístico da CULTURA AM, integrante do grupo, com ele na emissora, ainda haviam o RICARDO NACIMENTO, o ADELICIO MATINA , (este muita gente conheceu como o locutor da radio ATALAIA, ) a voz dele era inconfundível naquela emissora, e o APOLO FERREIRA,( um cara hilário).
Fiz o teste em uma emissora AM, porque sempre fui ligado nesta coisa de comunicar, para os mais desavisados o correto é dizer que os profissionais do radio AM, é que são os verdadeiros COMUNICADORES, e os profissionais do FM é que são LOCUTORES. E não precisa achar que isto é conversa de quem já está com 42 anos e com a cabeça branca não, porque naquela época eu tinha apenas 22 para 23 anos e cedo descobri isto, porque não é qualquer um que consegue sentar diante de um microfone e conduzir um programa de 4 horas, mantendo um assunto e prendendo a atenção do ouvinte,sem ficar tocando musica a cada 3 minutos, ao passo que anunciar e desanunciar (expressão radiofônica) música e falar qualquer leréia, na saída e entrada do bloco musical, o mais inexperiente dos profissionais pode fazer.
Fiz o teste, o RONALDO CARVALHO aprovou e apresentou a proposta de minha contratação ao EMANUEL CARNEIRO, naquela época diretor geral da Itatiaia, já que o JANUARIO CARNEIRO, ainda se encontrava vivo e era o presidente do grupo.
Um dia, não me lembro qual, o Emanuel Carneiro, passou pelo corredor da EXTRA FM, abriu a porta do estúdio, e disse: “Ô Chefe (ele trata a maioria das pessoas dentro da radio assim), depois passe na cultura e acerte com o Ronaldo Carvalho, você vai começar na Cultura, vai fazer as duas ]Extra e a Cultura, você acha que dá?” pergunta desnecessária não é mesmo?, No outro dia cedo procurei o Ronaldo pra saber de minhas novas atribuições e comecei então a ser locutor das duas emissoras da Rede Itatiaia.
A Cultura AM , naquela época ocupava o 2º lugar no Ibope, era uma radio vitrolão, se é que podemos usar esta expressão, para ser bastante sincero, fiquei um pouco decepcionado, quando descobri como era realmente a linha de locução da radio, pois eu queria era falar, mandar abraço, dar noticia, enfim COMUNICAR, e lá a gente só podia anunciar e desanunciar a musica com o nome do interprete e informar a hora certa e ler um noticiário de 5 minutos de hora em hora. Mas estava valendo da mesma forma, era a radio CULTURA AM, voltando a fazer parte da minha vida, você que está acompanhando o Blog, desde as primeiras postagens, já sabe da minha primeira experiência com esta emissora. Agora eu era locutor daquela radio que um dia eu entrava apenas para esperar meu pai terminar o programa dele, e ajudava a limpar e arrumar capas de disco.
Foi também uma grata experiência, aprendi mais ainda, que o AM é um outro universo, amplo e exigente, onde a informação é imprescindível, o publico variado e bem diferente do FM, por que não dizer mais exigente, o comunicador do AM, cria um vinculo de cumplicidade com o ouvinte, este, confia no comunicador e baseia muitas de suas ações, na informação que o profissional do radio passa. Veja bem, não confunda informação com opinião, o bom profissional de rádio não dá opinião, ele é um FORMADOR DE OPINIÃO.
Na radio Cultura, tínhamos também uma excelente equipe de operadores de áudio, dentre eles um que passou a ter uma participação muito importante na minha vida, uma pessoa a quem não posso referir apenas como amigo, mas sim um verdadeiro irmão, WALLACE DE MELO, hoje é meu compadre, batizou a minha filha do meio, uma pessoa realmente muito especial, que foi meu parceiro de farra, de alegrias, de tristezas, de fartura e de aperto financeiro este ultimo nem me fale, mas o Wallace estava sempre alí dando uma força e estendendo á mão amiga, devo tanto este cara (em todos os sentidos), que não sei até hoje como pagar. Mas um dia Deus mostra o caminho.
Locutor e operador, em uma rádio tem que saber trabalhar em sintonia e na Cultura AM, não tinha uma dupla melhor que eu e meu amigo Wallace, me desculpe os colegas, a sincronia no programa era tanta que só de olhar para ele, o cara já sabia que musica colocar, a hora de levantar ou baixar o BG, ou colocar uma vinheta , fazíamos o programa juntos e não separadamente, como muitos faziam ou fazem até hoje, em um estúdio em que trabalham dois, a sincronia tem que ser boa para a coisa fluir bem, e assim éramos nós dois no ar juntos.
Como não era ou não é até hoje, muito usual no FM jovem, na Cultura AM, comecei a ler os primeiros blocos noticiosos e com isto a aprimorar a leitura de noticiários, lá também, fiz *de tudo um pouco (*esta ultima frase virou programa de tv, falo nisto mais tarde). Comecei a me inteirar das coisas da radio, então, logo comecei a cobrir algumas férias como a do programador, que naquela época era o alegre e festivo BETO, como já conhecia, bem o mundo da discoteca, graças as experiências da infância, comecei na pratica a ajudar sempre que necessário na organização dos LPs na discoteca da radio que era vastíssima e a fazer também a programação da emissora . Também em 2 oportunidades se não me engano, assumi a coordenação artística da emissora, quando das férias do amigo RONALDO CARVALHO. Mas como era apenas um substituto, não podia colocar em pratica minhas idéias para a emissora, tão pouco sugerir nenhuma mudança, verdade seja dita idéias é que não faltavam.
Lembra que lá em cima eu falei que o ruim de trabalhar em grandes empresas, é que a corda sempre rebenta para o lado mais fraco? Pois é, uma bela sexta feira a noite, a turma da radio Extra, emissora na qual eu ainda era locutor, como já disse, resolveu sair pra tomar uma cerveja, o meu então diretor PAULINHO NAZARITO, convidou a galera para dar um pulo num bar e tomar umas. Clima descontraído, cerveja, pra lá, cerveja pra cá e deu a hora de ir embora, o Paulinho naquela época morava no bairro Cidade Nova, eu em um bairro mais modesto, no Minaslândia (êta nominho feio sô), que ficava um pouco mais a frente, então ele gentilmente me convidou pra irmos no mesmo táxi e o melhor, ao pararmos no destino dele, o cara ainda fez questão de pagar a minha corrida até em casa. Bom né? Pois é, mas todo mundo sabe que QUANDO A ESMOLA É MUITA, O SANTO DESCONFIA.
No dia seguinte, estava eu de volta pra assumir meu horário às 13:00 na Extra FM, sempre fui um profissional, que procurou chegar mais cedo, isto, porque tínhamos que separar algumas musicas da programação, comerciais, etc...
Qual não foi a minha surpresa, quando cheguei na radio? Já tinha um outro cara sentado, pronto pra começar a apresentar o horário no meu lugar, assim, na maior tranqüilidade, era o EVERTON GONTIJO, hoje ele é comunicador da INCONFIDÊNCIA, aliás o RONALDO CARVALHO , também está lá. Fiquei de cara, virei para sala da coordenação artística e atônito com a situação perguntei o que estava acontecendo, já que não tinha sido comunicado de nenhuma mudança do meu horário.
Aí, foi que descobri que desde á noite anterior a minha cabeça já tinha rolado morro abaixo. Triste né? Mas a coisa funciona mais ou menos assim, em algumas situações, quando a radio vai mal da audiência, o diretor ou coordenador artistico é cobrado, ele por sua vez tem que segurar a própria cabeça pra ela não cair, aí tem que se achar um culpado para o desastre e a bola da vez fui eu, mas tenho que ressaltar que nos 5 meses anteriores à minha saída, já tinham caído outros 5 locutores, todo mês ia um embora. Tubo bem, um tempo depois foi o próprio Paulinho que teve a cabeça rolando. Ah!!, Vale lembrar que eu continuei na Cultura AM por mais um longo período.
A Rede Itatiaia como estava crescendo cada vez mais, com emissoras pertencentes ao grupo sendo abertas em várias outras cidades do Estado, foi então que o OSVALDO FARIA, (ele mesmo o “coragem para falar a verdade”, ícone do comentário esportivo) começou a dar algumas ordens na emissora, afinal de contas ele também era dono da rádio junto com os Carneiro. Não sei verdadeiramente os motivos que fizeram o Emanuel Carneiro a colocar o Osvaldo Faria pra tomar decisões na emissora, foram muitos os boatos, mas os verdadeiros motivos, só eles sabiam, só sei que um dia o Osvaldo chegou pra mim e disse : “ Ô garoto, gosto muito do seu trabalho, você não quer fazer mais um programa na radio não?, tô precisando de você à noite, de 20 as 22 horas, vou aumentar R$100,00 no seu salário, quer?.Outra pergunta que não precisava ser feita. Claro que topei na hora, e ele no outro dia me deu uma lista, com uma serie de nomes , com um recado “quero você falando, mandando abraço pra esta lista aí quase todo dia, quero ouvir você falando mais na radio” e assim passou a ser efetivamente em toda a programação, daí a alguns dias, ele já colocou a esposa dele que me perdoem , não recordo o nome para falar da Assembléia Legislativa, todo dia, repórteres com matérias variadas diariamente, e locutores noticiaristas de hora em hora. Na verdade o que todos nós percebemos, foi que com a mudança da programação ela começou a esbarrar na pontuação da Itatiaia, que era líder absoluta no ibope, lógico que modestamente, mas a pontuação começou a apresentar um outro esboço e todos nós sabíamos que o Emanuel não iria permitir isto, passados mais alguns meses recebíamos um comunicado em uma reunião agendada com todos. A rádio Cultura Am , tinha sido vendida para a Arquidiocese de Belo Horizonte, a Igreja Católica havia adquirido a emissora, e ficaríamos nas instalações da Rede Itatiaia por pouco tempo mais. Por um período ficamos no prédio da rua Bomfim, trabalhando na Cultura , mas funcionários da Arquidiocese , foi neste período que recebi o convite para ser locutor noticiarista da AMÉRICA AM , pouco tempo depois a emissora foi transferida para as instalações no bairro DOM CABRAL, o RONALDO CARVALHO não foi e nem o RICARDO NACIMENTO, que hoje é o responsável por coordenar todas as emissoras FM da REDE ITATIAIA, ( acho que basicamente o que ele faz é isto mesmo). O Ronaldo Carvalho, deve ter lido cada linha deste post, se eu tiver confundido alguma informação , ou se não tiver sido correto em alguma parte, fique á vontade pra fazer seus comentários meu amigo. Bom, Foram para a nova sede da radio Cultura AM o APOLO FERREIRA o ADELICIO MATINA e eu, mas aí ,já é uma outra parte da minha História, que eu conto no próximo post. Um abraço. Até lá...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A jornada pelo radio parte 05 - locutor da 107FM a rádio do estudante



Falar da 107 FM me enche de emoção, não só a mim, mas a todos os jovens profissionais que por ali passaram, éramos vários, de todos os seguimentos , professores, locutores, artistas, jornalistas,estilistas, produtores, técnicos, DJs, e motoristas, era uma emissora em que todos , desde a faxineira até o diretor administrativo eram uma EQUIPE. Todos tinham suas funções, todos suas responsabilidades, todos cumpriam fielmente suas atribuições e foi por isto que conseguimos em um dia dos mais vibrantes, colocar a 107 FM, uma rádio que tinha apenas 1000 watts de potência ou um Kg como dizemos, em 1º lugar em BH.
Ninguém acreditou naquele dia, que isto estava acontecendo, nem nós, nem os outros diretores de rádio.A 107, foi destaque nos maiores jornais de minas, locutores eram destacados, djs elogiados e o diretor artístico exaltado por todos os outros profissionais e críticos de rádio, fomos destaque da revista VEJA e várias outras.
Mas uma pessoa sabia muito bem o que estava acontecendo, o nome dele é CLAUDINE ALBERTINI, ele mesmo, aquele que eu falei na postagem anterior, ele na mudança de proprietários da emissora, deixou a Del Rey e foi dirigir um bando de meninos novos no radio e transforma-los nos melhores e mais disputados comunicadores de FM daqueles anos.
Não vai dar para contar toda a historia da emissora aqui, pois envolveria muitos profissionais e muitos casos e nem sei se eu conseguira ser fiel e correto em todos os fatos, então vamos deixar para que cada um deles que um dia vierem a montar seu próprio blog, escrevam cada um sua versão e suas experiências.
Na 107FM, me lapidei, ou melhor, fui lapidado, aprendi a ser dinâmico e objetivo, alegre em todos os momentos, ágil em operar e levar o estilo das emissoras americanas para o rádio mineiro, tocávamos os mais dançantes hits daqueles anos, fiz conexões, que eram as transmissões externas, dos mais variados e badalados points de bh, bares, danceterias, shows, tudo que era jovem e dava movimento tinha a presença da 107FM, nas coberturas dos vestibulares, éramos imbatíveis, fazíamos conexões, com emissoras do litoral capixaba e falando de belo horizonte, fazíamos nosso som chegar ás praias, onde os mineiros passavam férias. Não havia um só estudante ou vestibulando que não ouvisse a 107 fm. Lembro-me que eu era o locutor oficial da listagem dos aprovados da PUC e da FEDERAL, neste dia era montado um grande suporte para o desempenho de meu trabalho, depois da equipe da emissora fazer toda a cobertura do dia do vestibular, com externas dos campi universitários, das ruas, dos bares que circundavam as universidades, chegava o dia de ler o nome dos aprovados nos vestibulares e esta função competia a mim, era uma jornada que já chegou a durar 4 horas ininterruptas, onde eu lia direto, com pequenos intervalos para o bloco comercial cerca 4 a 11 mil nomes de aprovados, um por um, disciplina por disciplina, tudo cronometrado , porque tudo tinha que terminar antes do inicio da Voz do Brasil.
Na 107fm, tudo era festa, tudo era alegria, tinha claro , quebra pau de vez em quando afinal éramos todos jovens, entusiasmados e ás vezes metíamos os pés pelas mãos e o Sr. Claudine, saia comendo o fígado de cada um e colocando o barco nos eixos novamente , ou melhor os ponteiros na freqüência correta.
Mas uma coisa me incomodou nestes 3 anos e meio que fiz parte daquela magnífica equipe, é que a coisa funciona assim , toda radio tem os locutores fixos, a turma da elite, vamos dizer assim e o folguista, aquele que tira a folga da turma, o locutor fixo folga, o folguista trabalha , mas quando um locutor do horário fixo sai da emissora, na grande maioria das vezes o folguista assume o horário titular, isto só não acontece se o folguista não possui condições técnicas para tal. Aí morava o problema, eu já era folguista a 3 anos na emissora, sai titular , entrava titular e eu lá como folguista, um dia já revoltado com aquela situação, fui até a sala do Albertini e desabafei, disse que não agüentava mais ser menosprezado perante os demais locutores, pois eu fazia de tudo e não conseguia assumir um horário fixo, e se ele não estivesse satisfeito com meu trabalho que me avisasse, porque ele nunca me dava um horário titular. Foi aí que eu ouvi a segunda frase que me deixou envaidecido pelo meu trabalho. A primeira foi o Geraldão quem disse, você já lei na nossa postagem anterior, e desta vez foi o Claudine que naquele dia me deu a segunda resposta:”Luigi, não é que você seja ruim garoto, na verdade você não sai da folga porque eu não tenho ninguém que faça todos os horários da radio como você faz e lhe digo mais, o dia que eu te colocar no horário fixo, eu perco você para outra emissora”.Pronto o cara me desmontou, falar o que, depois disto, coloquei meu rabinho entre as pernas, agradeci e voltei pro estúdio para trabalhar, certo de que eu estava ali porque era bom e fazia parte do grupo como peça importante.
Mas o que foram as palavras do Claudine, se tornaram realidade , algum tempo depois o locutor titular do horário das 14 as 18 horas, os Marquinhos Kafka, foi vitima de um assalto, sofrendo uma agressão e tendo de ser hospitalizado, o que deveria ser um caso simples se agravou em função de um infecção hospitalar, e o que era para ser um afastamento de uma semana tornou-se 2 meses de licença.Então , como Claudine , já havia previsto, fui para o horário titular e 30 dias depois, recebo uma ligação exatamente as 18 e 45h. da secretária do diretor da rádio EXTRA FM , que na época era o PAULINHO NAZARITO, ele desejava falar comigo naquela noite ainda e a secretária dele perguntou se eu tinha disponibilidade ir até a emissora falar com ele.
Fui e recebi o convite, para integrar a equipe de comunicadores da EXTRA FM e fazer parte do grupo de profissionais da REDE ITATIAIA DE RADIO.você sabe o que é isto? Se nunca trabalhou ali não sabe mesmo.....
No dia seguinte, pedi um reunião com meus diretores na 107 FM e comuniquei que tinha recebido a oferta da emissora, e ouvi do Claudine mais uma vez, “não te falei que eu ia te perder se você fosse para o horário fixo”, recebi os votos de boa sorte, pois todos que ali trabalhavam sabiam que entrar para a Rede Itatiaia era um grande salto, e que eles não poderiam me impedir de salta-lo. Uma semana depois eu era o apresentador do POIT 103, o programa mais badalado da emissora de 14 as 18 horas, mas esta História e nova fase da minha carreira você vai ler na próxima postagem, até lá.....

A jornada pelo radio parte 04 - Passagem pela Radio Inconfidência AM/FM e Anchieta FM

Depois de passar pela radio Altaneira FM, em um período que durou aproximadamente um 1 ano e meio a 2 anos, tive que dar uma pequena pausa na área de locução, a emissora passou por algumas mudanças técnicas e com isto a programação foi interrompida por um certo período, voltando algum tempo depois como Rádio Grande Belo Horizonte FM, não confunda com BH FM, não tem nada a ver uma emissora com a outra. Com isto, tive que dar meus pulos, afinal já tinha bebido da cachaça do rádio, como costumamos dizer e já tinha ficado viciando em comunicar.
Só que entrar no radio nos anos 80 e 90 ,não era tão fácil como acontece nos dias atuais onde qualquer um – infelizmente a expressão é está mesmo – senta e começa a vomitar qualquer coisa e de qualquer jeito em microfone de rádio.Tive que buscar uma outra colocação e fui ser operador na Radio Inconfidência AM e FM, entrei nos quadros de operação da emissora, esperando vagar uma janela na área de locução, demorou um pouco mas um dia pintou a oportunidade de fazer as férias de um locutor da madrugada no AM, se não me engano era o Contatos da Madrugada, se o nome não for este era parecido. Você que está lendo este blog, já teve oportunidade de falar em uma emissora de rádio, onde você fala alô para um ouvinte ao telefone no ar em Minas Gerais e ele lhe responde do outro lado que está falando lá do Rio de Janeiro? Cabo Frio? Espírito Santo? ,não?, pois é meu amigo(a),é uma sensação indescritível , isto porque no AM da Inconfidência, você fala em ondas curtas e médias , ou seja , você fala longe mesmo.
Bom , fiz este programa em um período de 30 dias, e também cobri durante um certo período algumas folgas na Inconfidência FM.
Só que ao mesmo tempo, visitava outras emissoras de rádio, fazendo testes ou PILOTOS, como chamamos na expressão profissional da coisa.
Até que um dia eu fui bater na porta do SISTEMA DEL REY DE COMUNICAÇÃO, hoje em dia todo mundo conhece como rádio 98FM, lá numa salinha em frente ao estúdios de locução estavam também dois feras respeitadíssimos do radio fm naqueles tempos. ZANCAR e CLAUDINÊ ALBERTINI, este segundo tem uma ficha artística invejável , tente encontra-lo no Orkut e se você tiver acesso ,leia a historia profissional dele. Bem , fiz um piloto, apresentei meu trabalho e um belo dia eis que o CLAUDINÊ me liga e me chama para conversar, a partir daquele momento eu entrava para a equipe de comunicadores da RÁDIO ANCHIETA FM, que estava no complexo do sistema DEL REY mas que pertencia ao Sistema Newton Paiva de Comunicação.Voltei a ser locutor , desta vez em uma radio de BH. Naquele mesmo complexo de radio, estavam as FM TERRA, DEL REY e ANCHIETA FM e também grandes nomes da comunicação do FM naquela época, com KEMIL, LOBÃO, GET CRAZY, Mr.T.
Lembro um dia que cheio de timidez e porque não dizer medo, abri a porta do estudio da Del Rey e quem estava lá era o LOBÃO, uma das vozes mais potentes do rádio mineiro, ao abrir a porta do estúdio, ele me olhou pelo canto da mesa, tipo assim “que isto garoto, como é que você vai entrando assim no estúdio”, fechei a porta rapidinho e fiquei todo sem graça, achando que tinha incomodado o grande lobão, quem diria, que uns 7 anos depois eu ficava tomando caixas de cerveja com ele pelos barzinhos da Avenida Alves Cabral. Bom estando no complexo del rey , também apareceu a oportunidade fazer umas férias na radio TERRA , ela só tocava rock and Roll, e a vinheta era “ O SOM QUE A TERRA NÃO ESQUECEU”, até que depois de 1 ano a rádio Anchieta foi vendida para o grupo PROMOVE de ensino onde nasceria a 107 FM a Rádio do Estudante , uma rádio educativa e a minha mais vibrante e emocionante passagem pelo rádio.

A jornada pelo radio parte 03 - Locutor da Altaneira FM




ALGUNS ANOS DEPOIS..................., bom, anos depois, comecei profissionalmente a minha carreira de radialista, aí muita gente pensa da seguinte forma, o pai dele é o Luziário Pinto, um locutor famoso e respeitado, então ele coloca o filho dele em qualquer lugar, não foi bem assim, ao contrario do que pensavam alguns profissionais da época em que comecei, tive que passar pelo crivo e aceitação de um diretor de radio, como acontece com qualquer um. Na época eu estava com 18 anos, no primeiro teste, o diretor era o CARLOS SANTA RITA, diretor da Radio Grande BH, que pertencia ao grupo MDC, leia Manoel Diamantino Costa. Bom, lá fui eu fazer meu teste, acompanhado do seu Luziário, chegando lá, depois das devidas apresentações, meu pai vira e fala pra mim: “Agora você fica aí e mostra o que sabe fazer”, pronto , tô lascado, achei que ele ia ficar ali pra me orientar, mas não, a intenção dele ao me deixar ali sozinho com o SANTA RITA, era justamente não influenciar na decisão do colega de radio. Assim foi feito, ele se despediu, tirou o time de campo e me deixou ali, na cara do gol, ou melhor, com a bola nos pés, se eu ia marcar o gol era outra estória. Pauta na mão, uma seleção de noticias e uma seleção de musicas, entrei pra o estúdio, suei frio, mas pensei , hora eu sei fazer isto, e disparei. Já fiquei ali, esperando o SANTA RITA, falar, “você está contratado”, mas ele não era o Roberto Justus e não foi daquela vez. Mas tinha um detalhe sobre aquele teste, é que era para radio AM , ou seja para a Rádio Grande BH, o diretor então me disse que depois entrava em contato, pra gente conversar a respeito do teste, passados alguns dias, voltamos lá no escritório da Grande Bh, que na época ficava na Av. Brasil ( se não me engano) e o Santa Rita falou com meu pai, que eu ainda não estava pronto para enfrentar uma rádio AM, mas que eu estava no ponto para trabalhar na emissora FM que o grupo possuía em Pedro Leopoldo, na verdade em São José da lapa, e que se chamava ALTANEIRA FM, se eu quisesse, já poderia começar na semana seguinte, detalhe, o horário era o mais doido de todos , de 02:00 ás 06:00 da manhã. .
Eu nunca tinha ouvido falar desta tal de ALTANEIRA FM, mas tudo bem, atirei no elefante, acertei no camundongo e lá fui eu, ser locutor profissional de rádio, isto no ano de 1986, se eu for contar aqui os detalhes do período em que fiquei na Altaneira FM, você vai ler e por muito tempo, porque teve muita coisa interessante, como por exemplo, ter que pegar o ônibus na rodoviária de BH as 22:00H, subir um morro de quase 300 metros a pé para chegar na radio e trabalhar, levar marmita pra comer de madrugada, dormir um pouquinho de 23:00 à 01.30 da manhã e começar fazer locução até 6 da manha, quando o dia nascia , eu abria o microfone e falava “BOM DIA 6 da manha” nesta hora o boi chegava na janela e mogia, saindo tudo no ar o bem-te-vi, cantava no pé de goiaba que tinha ao lado da janela do studio, que não tinha vidro era de madeira mesmo e a dona Maria que tinha um sitio pequenininho ao lado do terreno da radio, chegava na janela de uma hora pra outra e pergunta “ ô luizim meu fio cê que um cafezim”, e outras coisa, como o CARLOS MONTEZUMA chegando na rádio com sua motoca potente, acho que era uma Halley , todo rebelde (como sempre era) e dando murros e afundando a madeira das portas já destruídas pelos cupims. Quando dava fome a gente apelava para os pés de goiaba ou de mexerica que tinha no terreno da rádio,.Bom como disse são muitos os casos que tomariam muito seu tempo aqui lendo, mas registro aqui um abraço para os companheiros de rádio daquela época, como o técnico ELMIR , que está até hoje em Pedro Leopoldo e é dono da Radio Comunitária PLFM, do MARCELO PIANCASTELLI, o galâ da radio, o WAGNER COCCI o ZÉ CARLOS (dividi algumas marmitas com este cara), e um cara que não lembro nome mas ele chegou na radio e disse que queria ser conhecido pelo nome artisitico NEW LANDER , eu agüento isto, o apelido era americano, mas o sujeito não sabia falar o nome de uma música internacional kkkkkkk, fazer o que né?, teve também , o CAIO CAVALCANTE diretor de Marketing, que veio um tempo depois integrar a equipe da emissora , o GUERRA, que era o diretor artístico, com quem iria trombar uns anos depois na EXTRA FM e a LUCIENE TAKARASHI, namorada dele e responsável pelo jornalismo da Altaneira.No período que fiquei por lá, também fui aprendendo mais e comecei a gravar alguns comerciais para a radio GRANDE BH AM.
Ufa!!!!, está coisa de contar História,não é mole, mas tudo bem, pausa até a próxima postagem, onde vou contar da minha passagem pela RÁDIO INCONFIDÊNCIA AM e FM.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A jornada pelo radio parte 02 - Locutor na escola e aprendiz de sonoplasta.


Na infância e adolescência, tornei-me o locutor oficial dos eventos escolares, não dava muito pra fugir da sina de locutor, todos sabiam que eu era filho de um locutor de rádio e por isto sempre acreditaram que eu também tinha a desenvoltura para falar ao microfone, e lá estava eu apresentando os eventos artísticos e oficiais, me lembro muito bem de uma época em que eu cursava a 5ª serie de grupo, era o dia dos professores, e como acontecia na minha época, o mestre sempre tinha seu valor demonstrado pelos alunos .No dia da comemoração, cada um dos alunos levava um presente especial para sua mestra ou mestre. Tenho que ser sincero, meu pai, nunca foi muito chegado a gastar dinheiro com este tipo de coisas , então ele buscou um forma mais criativa do filho dele homenagear a mestra.
Meu pai tinha um colega de profissão chamado ELIAS JORGE SAFF, acredito que seja esta a grafia correta do nome dele, infelizmente eu acho que ele também já não se encontra mais no mundo dos encarnados, ele tinha um estúdio em casa, lá no bairro Cachoeirinha em BH, e então resolveram que eu ia fazer uma produção em áudio com uma mensagem bonita e uma musica melancólica pra dar de presente á professora.
E lá fui eu , gravar e ser cobrado pelo meu pai a fazer uma locução como fosse um profissional, respeitar entonação, ponto, virgula e dar interpretação ao texto, eu não tinha nem 10 anos e já recebia aulas de locução. Pronto, gravamos com a trilha do filme Once Upon A Time In The West, agora só faltava dar pra professora.
Chega o dia dos professores, eu estudava na Escola Estadual Pandiá Calógeras, que ficava ou fica até hoje, não sei ao certo, ao lado da Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Os alunos começaram a entregar cada um os seus presentes, como era uma escola pública frequentada por muitos alunos de classe média alta, a galera esnobava nos presentes, cada um querendo fazer uma média maior com a professora, e eu lá , sentado no meu cantinho, sem nada na mão ,esperando quem? Meu pai, que ficou de levar o K7 com a gravação , de repente, quanto todos entregaram seus presentes e ficaram com aquela cara de superioridade , pensando assim “ Ué e o presente do Luigi?” eis que entra o meu pai, carregando aquela pancada de equipamento de áudio pra ligar na sala de aula para eu dar meu presente à professora.
Não teve dia dos professores melhor para mim, com apenas uma fita K7 e um dedinho para apertar o Play do toca fitas, eu vi a sala inteira se render à minha locução e a professora se desmanchar em lágrimas e soluços de tanta emoção, daí a pouco quem ouvia aquela gravação não era apenas minha turma e minha professora, mas todas as professoras , supervisora, diretora, enfim, a escola toda queria ouvir a homenagem que o pequeno locutor Luigi Stéfano tinha feito. Depois disto vieram as várias participações nas festas cívicas, artísticas e esportivas que se realizavam nas escolas por onde estudei, eu sempre ali fazendo as apresentações ,com mais intensidade na Escola Municipal Avelino Camargos , no bairro Água Branca em Contagem MG onde morei por muitos anos .
Foi ali também naquele bairro, que comecei a ter as minhas primeiras experiências na área de sonoplastia. Era o estúdio de transmissão da RADIO AMÉRICA AM de BH, que pertence á Arquidiocese de da Capital, O mestre naquela época se chamava MÁRIO ROCHA, também acredito que ele já não esteja mais no mundo dos encarnados, ô velhinho gente boa, naquela época, seu Mário já beirava os seus 50 a 60 anos, tinha um opala 2 portas bege com uma faixa preta que pegava de ponta a ponta , encerava aquele carro toda semana, com um detalhe, cada dia da semana era uma parte, assim , lustrava o opalão durante toda a semana.
Seu Mário Rocha era o responsável técnico da Radio América naquela época , então ele gerenciava a área dos transmissores e tomava conta dos operadores de áudio , foi ali que eu comecei minhas primeiras lições de operador de rádio. Os programas vinham gravados do estúdio de gravação da emissora e veiculados da área de transmissão, onde por sinal também ficavam os transmissores da emissora, diga-se de passagem, um guarda roupa inteiro de transmissor, muitos diziam na época, que ficar ao lado deles fazia com que ficássemos de cabelos brancos por causa do RF, deve ser por isto que já estou de cabeça branca hahahahah!!!; bom , mas voltando a falar sério, gostaria de lembrar muito do nome de alguns companheiros daquela época , os operadores que me ajudaram a aprender o oficio de sonoplasta, mas infelizmente um dos meus maiores defeitos é esquecer o nome das pessoas, então me perdoem , eles juntamente com o Sr. Mário Rocha, me ensinaram como ser um operador de rádio e o aprendizado funcionou assim, sentei-me durante uma semana só observando e ajudando a guardar os discos, separar a programação musical que como disse, já tinha aprendido lá pelos meus 7 anos e a separar os rolos de fita que vinham com a programação gravada, pelos locutores e pelos padres da Arquidiocese.
Na outra semana , a gente começa a ser explorado pelos operadores (normal), tipo assim , eles iam tomar um cafezinho e me pediam pra ficar na mesa passando o bloco de musicas e hora certa, vale lembrar , que tudo era gravado, locução, musica, hora certa, comercial, tudo em fita de rolo, então eles voltavam do café um 40 minutos depois, um belo dia um deles falou assim “ ô pintinho , chega o reio, senta e faz” eu disse, mas eu ainda não estou preparando, e a resposta do seu Mário Rocha foi curta e seca, “operador só aprende fazendo, se vira e não deixa dar buraco na radio” ( buraco na radio é quando, falha alguma coisa e o ouvinte, não ouvi nada em casa, um buraco de 30” parece uma hora no radio).
Pronto, suei frio, tremi as pernas, deu dor de barriga, mas não podia deixar dar um buraco na radio, um dos fatos curiosos daquela época é que as mesas de áudio não tinham a opção CUE ( ou escuta em off) para o pick-ups, então a gente colocava a musica no ponto no ouvido, naquele “zzzzz” que nos mostrava o inicio da faixa musical, era o “ouvidômetro” que tinha que funcionar.Depois de mais ou menos uma hora e meia, estava pronto mais um operador de radio, seu Mário rocha chegou e disse, “operador é assim , só aprende fazendo”, depois disto é que a exploração começa, o operador do horário não trabalha mesmo e explora do aprendiz que está todo entusiasmado e feliz por ter se tornado um operador de rádio ou sonoplasta se preferir.
Fiquei ali por alguns meses, só trabalhando sem receber, afinal , antes ficar aprendendo a fazer alguma coisa de útil do que ficar em casa dormindo sem fazer nada a tarde inteira, era a filosofia do meu pai, hoje, concordo plenamente com ele, com isto me tornei junto com outros grandes profissionais de sonoplastia a ser um dos mais hábeis operadores de radio de bh, de acordo com a opinião de muitos colegas que me viam operar a emissora de rádio dada a minha rapidez em abrir , aumentar , abaixar e fechar os potenciômetros das mesas de áudio.
Tentei até uma efetivação no quadro de operadores de áudio da Radio América, mas não deu a grade como chamamos o quadro de profissionais da emissora, estava cheio . Mas.... a minha Historia com a Radio América não terminou ali, a exemplo da Radio Cultura , também vou voltar á falar desta emissora que também fez parte da carreira deste profissional. Até a próxima postagem ....

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A jornada pelo rádio parte 01 - Conhecendo o mundo do rádio.


Se você assistiu ao vídeo-foto, já sabe então como tudo começou, (depois leia o comentário do meu pai, ele assistiu ao vídeo) , daí pra frente foi viver quase que constantemente o mundo radiofônico.
A parte que vou narrar agora, eu não me lembro de vivenciar, mas, uma vez , um dos nomes mais respeitados hoje no radio o grande amigo ( acho que ele não se lembra de mim) , ACIR ANTÃO , hoje e há muitos anos na Rede Itatiaia de Rádio, me disse, que nas tardes de sábado ou domingo não me recordo bem, os homens de comunicação, se reuniam em frente ao CAFÉ NICE, o point dos jornalistas e radialistas naquela época, e ACIR ANTÃO me contou, que meu pai o LUZIARIO PINTO, cheio de orgulho me levava ao colo, e dizia , esta aqui o meu filho e se derretia de orgulho apresentando dizendo “este é o meu primogênito”.

Passaram-se alguns anos, lembro-me bem que a primeira experiência com o mundo da comunicação começou dentro da rádio Cultura AM, nesta época ela ficava no bairro Gameleira em BH. Eu estudava na escola que ficava logo em frente, o nome da escola vai ser difícil lembrar agora, nesta época eu estava com os meus 7 anos, a única coisa que me lembro é que tinha lá uma professora mais idosa, que já não deve estar mais conosco no mundo dos encarnados, que se chamava D.Almerinda.
Nesta época eu também já praticava a boa lábia dos comunicadores, e como eu morava no bairro São Cristóvão às margens da PEDROII, saia, sozinho, já com tenra idade e tomava duas conduções para ir até ao bairro Gameleira para estudar, e nesta lábia, na maioria das vezes não pagava passagem, já que por ser um garoto simpático e comunicador, fazia amizade com todos os motoristas e com isto me era permitido entrar pela porta da frente do coletivo, sentar naquela parte onde fica o motor ou nos primeiros assentos e assim , não pagar passagem , já que eu era um garoto boa praça, e de educação esmerada como falavam naquela época.
Então, como estava dizendo, a rádio Cultura AM ficava ali, metade da rua de asfalto, a outra metade de terra, rodeada por pequenas e humildes residências que por muitas vezes até se passavam por pequenos sítios e onde os locutores, até compravam o almoço ou o jantar do dia, a marmita, quando não filavam a bóia mesmo já que todos tinham uma lábia doce e não era por menos, todos ou todas queriam ser amigas(os) do locutor da radio ou radia como muitos falavam e falam até nos dias atuais.
O diretor se não me falha a memória era o fera GERALDÃO, há muitos anos não tenho mais noticias dele, a ultima vez que tive a oportunidade de me encontrar com ele foi, na radio EXTRA FM sobre a qual também vou falar aqui mais na frente, mas nesta ultima oportunidade de encontrar com o fera do GERALDÃO pedi a ele que fizesse alguma observação sobre o meu trabalho, afinal o cara era e foi por muito tempo um dos nomes mais respeitados no radio mineiro e ele radialisticamente me disse com aquela voz de trovão (imagina uma voz grossa, agora dobra, dobra mais uma vez.....tá bom ) “Olha pintinho - pinto era o meu pai viu gente, como eu era o filho dele eu era o pintinho, para os dinossauros do radio naquela época – voltando à frase “ Olha pintinho o seu pai é um LP mas você já é o CD do rádio” o detalhe é que, quando ele falou isto o CD, ainda estava timidamente chegando às emissoras de radio e aos consumidores, então eu perguntei porque ele falava isto e ele disse que eu já estava me tornando um comunicador á frente do meu tempo , comunicando como os comunicadores das novas gerações ainda estavam aprendendo a fazer.. ( Ai... me segura...., quase emborrachei no chão de tanta emoção) .
Mas antes deste estimulante comentário, já convivia com o Geraldão na naquela parte que narrei dos meu 7 anos e também outros papas do radio como Daniel Barros e Marcio Seixas que hoje é um dos grandes dubladores da Herbert Richars no Rio de Janeiro, ele fez várias vezes a voz do BATMAN, nas dublagens brasileiras e tive o prazer de conhecer muitos outros grandes locutores da época.
Quando eu saía da escola, ia muitas das vezes direto encontrar com meu pai o LUZIARIO PINTO, que fazia parte do pool de locutores daquela emissora e como todo bom aprendiz eu ficava ali, ouvindo, arrumando os discos nas prateleiras e limpando os vinis que estavam empoeirados, ajudava também a refazer capas estragadas e ouvindo sempre a maldosa frase : “Ô Luigi pega lá o martelo de desempenar discos” e o inocente ia correndo pra tentar achar o tal do martelo.

Nesta coisa de ajudar a arrumar discos e capas, já comecei a conhecer uma discoteca, na verdade o mundo do discotecário de radio ou programador , em algumas emissoras, ainda existem distintas as duas profissões, o discotecário cuida do acervo musical da emissora e o programador se responsabiliza pelo playlist da emissora, aquilo que vai rodar na programação, então, comecei a saber que os LPs, tinham que ser separados por gênero musical, como nacional e internacional, aqueles que eram mais antigos, os FLASH-BACK, e os que eram sucesso e que também os blocos musicais tinha que seguir um certo padrão de ritmos combinando as musicas, para que o bloco não virasse uma mistureba de musicas de gêneros ou bits diferentes.
Naquela época, a Cultura AM era o que havia de top no radio, se igualando às emissoras FMs, que temos hoje, o que tocava nas melhores rádios do mundo, tocava na Cultura AM , fora ela , a pérola do radio era a MUNDIAL AM, do Rio de Janeiro, famosa por rodar os maiores hits do momento, que se destacava principalmente pela programação do fim de semana onde “bombavam” as baladas das discotecas.
Na Cultura Am, comecei a conhecer o universo do rádio, mas vou voltar a falar desta emissora, mais pra frente, não foi somente nesta época que ela fez parte da minha Historia de rádio, depois de um tempo começaram a chegar no mercado as emissoras FM, e a primeira se não estou enganado foi a Radio Del Rey FM, ou 98 FM.e os melhores locutores que haviam no mercado estavam em sua maioria na Cultura AM, e muitos dele foram para a 98 FM. Eu nesta época, comecei também a acompanhar o meu pai pelos studios de gravação de comerciais em áudio e produtoras de vídeo.
E aí pra variar, lá foi o LUIGI STÉFANO, para o microfone mais uma vez , a primeira locução comercial e profissional, veio por volta dos 8 anos de idade, foi uma dublagem, a empresa de relógios Technos havia lançado um novo relógio e a peça era alusiva ao natal, cujo o enredo do vt , narrava a troca de presentes no natal, o problema é que além do sotaque paulistano da peça não agradou ao mercado mineiro, então foi preciso a voz de um garoto mineiro pra fazer a dublagem do vt, e lá estava eu entrando profissionalmente em um studio e foi no STUDIO HP, um dos mais respeitados de Minas Gerais , Lucinha, Haroldo e Paulinho, me receberam muito bem e o trabalho ficou espetacular.

Alias espetacular mesmo foi o meu primeiro cachê, hoje algo em torno dos R$ 300,00 e que meu pai fez questão de levar em notas de R$1,00 e de R$ 5,00 nunca tinha visto tanto dinheiro na minha frente e levei tudo para o banco, para começar minha poupança, daí em diante, quanto precisavam de uma voz infantil eu estava sempre presente pra levar o meu trabalho, mas como tudo no radio é muito instável , um vingaram e outros caíram. É isto aí...
Até a próxima postagem, nela vamos falar da minha experiência como apresentador de eventos estudantis e minha primeira experiência como aprendiz de sonoplasta na Radio América de BH. , até lá.
Sejam todos EXTREMAMENTE FELIZES, à propósito esta é minha comunidade no ORKUT, entre lá e torne-se um membro.