terça-feira, 25 de agosto de 2009

A jornada pelo rádio parte 01 - Conhecendo o mundo do rádio.


Se você assistiu ao vídeo-foto, já sabe então como tudo começou, (depois leia o comentário do meu pai, ele assistiu ao vídeo) , daí pra frente foi viver quase que constantemente o mundo radiofônico.
A parte que vou narrar agora, eu não me lembro de vivenciar, mas, uma vez , um dos nomes mais respeitados hoje no radio o grande amigo ( acho que ele não se lembra de mim) , ACIR ANTÃO , hoje e há muitos anos na Rede Itatiaia de Rádio, me disse, que nas tardes de sábado ou domingo não me recordo bem, os homens de comunicação, se reuniam em frente ao CAFÉ NICE, o point dos jornalistas e radialistas naquela época, e ACIR ANTÃO me contou, que meu pai o LUZIARIO PINTO, cheio de orgulho me levava ao colo, e dizia , esta aqui o meu filho e se derretia de orgulho apresentando dizendo “este é o meu primogênito”.

Passaram-se alguns anos, lembro-me bem que a primeira experiência com o mundo da comunicação começou dentro da rádio Cultura AM, nesta época ela ficava no bairro Gameleira em BH. Eu estudava na escola que ficava logo em frente, o nome da escola vai ser difícil lembrar agora, nesta época eu estava com os meus 7 anos, a única coisa que me lembro é que tinha lá uma professora mais idosa, que já não deve estar mais conosco no mundo dos encarnados, que se chamava D.Almerinda.
Nesta época eu também já praticava a boa lábia dos comunicadores, e como eu morava no bairro São Cristóvão às margens da PEDROII, saia, sozinho, já com tenra idade e tomava duas conduções para ir até ao bairro Gameleira para estudar, e nesta lábia, na maioria das vezes não pagava passagem, já que por ser um garoto simpático e comunicador, fazia amizade com todos os motoristas e com isto me era permitido entrar pela porta da frente do coletivo, sentar naquela parte onde fica o motor ou nos primeiros assentos e assim , não pagar passagem , já que eu era um garoto boa praça, e de educação esmerada como falavam naquela época.
Então, como estava dizendo, a rádio Cultura AM ficava ali, metade da rua de asfalto, a outra metade de terra, rodeada por pequenas e humildes residências que por muitas vezes até se passavam por pequenos sítios e onde os locutores, até compravam o almoço ou o jantar do dia, a marmita, quando não filavam a bóia mesmo já que todos tinham uma lábia doce e não era por menos, todos ou todas queriam ser amigas(os) do locutor da radio ou radia como muitos falavam e falam até nos dias atuais.
O diretor se não me falha a memória era o fera GERALDÃO, há muitos anos não tenho mais noticias dele, a ultima vez que tive a oportunidade de me encontrar com ele foi, na radio EXTRA FM sobre a qual também vou falar aqui mais na frente, mas nesta ultima oportunidade de encontrar com o fera do GERALDÃO pedi a ele que fizesse alguma observação sobre o meu trabalho, afinal o cara era e foi por muito tempo um dos nomes mais respeitados no radio mineiro e ele radialisticamente me disse com aquela voz de trovão (imagina uma voz grossa, agora dobra, dobra mais uma vez.....tá bom ) “Olha pintinho - pinto era o meu pai viu gente, como eu era o filho dele eu era o pintinho, para os dinossauros do radio naquela época – voltando à frase “ Olha pintinho o seu pai é um LP mas você já é o CD do rádio” o detalhe é que, quando ele falou isto o CD, ainda estava timidamente chegando às emissoras de radio e aos consumidores, então eu perguntei porque ele falava isto e ele disse que eu já estava me tornando um comunicador á frente do meu tempo , comunicando como os comunicadores das novas gerações ainda estavam aprendendo a fazer.. ( Ai... me segura...., quase emborrachei no chão de tanta emoção) .
Mas antes deste estimulante comentário, já convivia com o Geraldão na naquela parte que narrei dos meu 7 anos e também outros papas do radio como Daniel Barros e Marcio Seixas que hoje é um dos grandes dubladores da Herbert Richars no Rio de Janeiro, ele fez várias vezes a voz do BATMAN, nas dublagens brasileiras e tive o prazer de conhecer muitos outros grandes locutores da época.
Quando eu saía da escola, ia muitas das vezes direto encontrar com meu pai o LUZIARIO PINTO, que fazia parte do pool de locutores daquela emissora e como todo bom aprendiz eu ficava ali, ouvindo, arrumando os discos nas prateleiras e limpando os vinis que estavam empoeirados, ajudava também a refazer capas estragadas e ouvindo sempre a maldosa frase : “Ô Luigi pega lá o martelo de desempenar discos” e o inocente ia correndo pra tentar achar o tal do martelo.

Nesta coisa de ajudar a arrumar discos e capas, já comecei a conhecer uma discoteca, na verdade o mundo do discotecário de radio ou programador , em algumas emissoras, ainda existem distintas as duas profissões, o discotecário cuida do acervo musical da emissora e o programador se responsabiliza pelo playlist da emissora, aquilo que vai rodar na programação, então, comecei a saber que os LPs, tinham que ser separados por gênero musical, como nacional e internacional, aqueles que eram mais antigos, os FLASH-BACK, e os que eram sucesso e que também os blocos musicais tinha que seguir um certo padrão de ritmos combinando as musicas, para que o bloco não virasse uma mistureba de musicas de gêneros ou bits diferentes.
Naquela época, a Cultura AM era o que havia de top no radio, se igualando às emissoras FMs, que temos hoje, o que tocava nas melhores rádios do mundo, tocava na Cultura AM , fora ela , a pérola do radio era a MUNDIAL AM, do Rio de Janeiro, famosa por rodar os maiores hits do momento, que se destacava principalmente pela programação do fim de semana onde “bombavam” as baladas das discotecas.
Na Cultura Am, comecei a conhecer o universo do rádio, mas vou voltar a falar desta emissora, mais pra frente, não foi somente nesta época que ela fez parte da minha Historia de rádio, depois de um tempo começaram a chegar no mercado as emissoras FM, e a primeira se não estou enganado foi a Radio Del Rey FM, ou 98 FM.e os melhores locutores que haviam no mercado estavam em sua maioria na Cultura AM, e muitos dele foram para a 98 FM. Eu nesta época, comecei também a acompanhar o meu pai pelos studios de gravação de comerciais em áudio e produtoras de vídeo.
E aí pra variar, lá foi o LUIGI STÉFANO, para o microfone mais uma vez , a primeira locução comercial e profissional, veio por volta dos 8 anos de idade, foi uma dublagem, a empresa de relógios Technos havia lançado um novo relógio e a peça era alusiva ao natal, cujo o enredo do vt , narrava a troca de presentes no natal, o problema é que além do sotaque paulistano da peça não agradou ao mercado mineiro, então foi preciso a voz de um garoto mineiro pra fazer a dublagem do vt, e lá estava eu entrando profissionalmente em um studio e foi no STUDIO HP, um dos mais respeitados de Minas Gerais , Lucinha, Haroldo e Paulinho, me receberam muito bem e o trabalho ficou espetacular.

Alias espetacular mesmo foi o meu primeiro cachê, hoje algo em torno dos R$ 300,00 e que meu pai fez questão de levar em notas de R$1,00 e de R$ 5,00 nunca tinha visto tanto dinheiro na minha frente e levei tudo para o banco, para começar minha poupança, daí em diante, quanto precisavam de uma voz infantil eu estava sempre presente pra levar o meu trabalho, mas como tudo no radio é muito instável , um vingaram e outros caíram. É isto aí...
Até a próxima postagem, nela vamos falar da minha experiência como apresentador de eventos estudantis e minha primeira experiência como aprendiz de sonoplasta na Radio América de BH. , até lá.
Sejam todos EXTREMAMENTE FELIZES, à propósito esta é minha comunidade no ORKUT, entre lá e torne-se um membro.

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