quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A jornada pelo radio parte 09 - DE VOLTA AO MUNDO DO RADIO

Depois do período no exterior, fiquei uns 30 dias descansando em casa e junto a família que há muito tempo eu não via.
Foi aí que descobri que durante a minha ausência, muita coisa havia mudado no universo radiofônico.
As rádios comunitárias haviam se expandido e as rádios pirata infestado o mercado, era só girar o DIAL, que se achava uma radio mais diferente que a outra, coladinha na freqüência de uma radio oficial ou até mesmo interferindo na transmissão de determinada emissora.
Como estava fora do País, levei um susto com aquilo, passados alguns dias resolvi bater perna pelas rádios, na procura de uma nova colocação.
Foi aí que fiz uma outra descoberta, os computadores, já haviam chegado aos estúdios de locução e gravação, tudo informatizado, nada mais de cartucheira, separar cds, enfim a automação havia chegado às emissoras.
Outra triste descoberta foi a de que muitas vagas haviam se extinguido, onde vários operadores haviam perdido o emprego, já que com o uso do computador, o locutor poderia fazer dois serviços e o pior, alguns locutores como da madrugada haviam sido substituídos pelo programa automático dos computadores.
Enfim, soma comigo: piratas + comunitárias + automação = Desemprego e falta de vagas no mercado.
Uma coisa triste da vida no radio, é que enquanto você está no ar todo mundo sabe que você existe, se você sai, para voltar é uma dificuldade que só vendo. Parece que todo mundo te esquece. O coordenador ou diretor artístico te dá chá de cadeira, te enrola pra marcar um dia, por mais que te conheça comete a indelicadeza de te pedir pra fazer teste, como se fosse um novato e por aí vai. È que algumas pessoas, quando conseguem pegar um pezinho na vida, se acham o rei da cocada preta, assumiu uma coordenação ou direção artística, acha que tem o direito de desrespeitar um outro profissional e olha que ta cheio de gente assim espalhada por aí.
As coisas na vida de todos nós, não acontecem como queremos ou na hora que desejamos, não é mesmo? E comigo não foi diferente, com a escassez de vagas no mercado radiofônico, tive que ir me virando como podia, até aparecer uma vaga em uma radio qualquer. Com uma parte dos recursos que trouxe dos EUA, montei um sacolão no bairro em que eu morava e com o meu currículum não foi difícil conseguir uma colocação em uma rádio pirata que se identificava como comunitária. Nela passei a apresentar um programa matinal e a vender umas publicidades pelo bairro, já que neste tipo de radio, quem te paga é o anunciante, o dono da radio não quer nem saber, mas não era uma coisa muito séria e pra mim que já tinha passado por grandes emissoras, não foi uma coisa muito agradável.
Já viu um radialista de nascimento vender tomate e batata? Pois é um desastre, o sacolão não foi pra frente, nesta situação toda uma luzinha piscou lá na curva da estrada e como a violência estava instaurada e aumentando cada vez mais em Belo Horizonte, inclusive com a invasão da minha casa por um marginal, resolvi me mudar da capital e tentar a vida em um outro lugar, para quem já tinha ido para os EUA trabalhar, qualquer lugar no Brasil seria perto não é mesmo? Pois é.
Foi então que resolvi, fazer uma visita á cidade de Itaúna MG, que fica a 85 km de Belo Horizonte. Está cidade, já fazia parte da minha vida, já que todos os familiares de minha mãe ali residiam, e eu, por muitas vezes passava minhas férias, morando inclusive um pequeno período da minha infância ali.
Primeiro sozinho e hospedando-me na casa de uma parente, desembarquei na cidade e com um horário previamente agendado, fui para um entrevista na radio ALTERNATIVA FM, uma rádio comunitária, mas com boa audiência na cidade.
Aí começa uma outra história, que eu conto na próxima postagem. Um abraço a todos e sejam EXTREMAMENTE FELIZES!!!




quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A Jornada pelo radio parte 08 - NA TERRA DO TIO SAM

Olá amigos (as), espero que estejam apreciando o blog, talvez meu texto não seja o mais perfeito e ao estilo dos grandes cronistas, mas estou tentando ser o mais próximo que um comunicador consegue ser diante do microfone, traduzindo o que falaria em texto, para que vocês possam visualizar as situações que aqui são apresentadas. Então vamos continuar. Este trecho, não necessariamente, tem relação com minha trajetória no radio, mas não posso pular esta parte que tem mais um lado pessoal do que profissional, porque ela tem relação com a continuação da minha vida de radialistaTalvez um dia crie um blog pra contar a vida pessoal que está nas entrelinhas desta carreira.
Bom, depois de fazer como todo mundo faz, pedi para ser demitido da RADIO AMERICA AM, mas como a dama de ferro não cedia, por mais que gostasse do meu trabalho na emissora, me disse que se eu quisesse que pedisse minha demissão. E assim eu fiz, vendi meu carro comprado a menos de 6 meses com meu acerto da Radio Cultura Am, juntei com as economias advindas de meu desligamento da Radio América Am e rumei para os EUA.
Na primeira ida, fiquei somente uma semana, você acredita nisto? Pois é a maré tinha começado mesmo a virar, ao colocar os pés nos EUA, por volta do mês de Agosto de 1999, recebi uma ligação urgente da médica de minha esposa, me informando que a dona Maria (Cátia), não tinha aguentado a emoção de minha partida e tinha sofrido um piripaco no coração, na verdade ela que é a minha segunda esposa, já não tinha lá uma saúde das mais confiáveis e com o emocional abalado, não resistiu a emoção do maridinho partir para tão longe e precisaria passar por uma intervenção cirúrgica, a qual a mesma só se sujeitaria se eu aqui estivesse. Lá fui eu pegar o avião de volta uma semana depois no aeroporto de N.Y. e voltar rápido para o Brasil. Voltei, ela fez a intervenção que precisava e fiquei em casa durante o resto do ano cuidando dela e dos filhos que ainda eram pequenos, e gastando os poucos recursos que ainda tinha dos meus acertos nas rádios, só para esclarecer, naquela época, eu tinha o Luigi Filho que vivia com minha primeira esposa, a Victoria Stefanie que contava com 1 ano e meio e o meu enteado que tinha por volta de uns 5 a 6 anos, hoje eu já tenho mais um , depois eu falo dele.
Restabelecida do mal cardíaco e mais forte, minha esposa teve que aceitar novamente minha decisão de ir para os EUA mais uma vez, pois já havia ficado um longo período sem colocação no mercado de trabalho (bonita esta expressão ?) DESEMPREGADO MESMO, e as coisas, já estavam mais que apertadas em nosso dia a dia , então era necessário que eu conseguisse um maior recurso financeiro em um menor espaço de tempo, a solução foi desembarcar mais uma vez em NEW JERSEY, desta vez em pleno inverno de Fevereiro de 2000.
Na verdade, minha passagem pela América foi até menos dolorosa, do que para muitos imigrantes, já que minha mãe já era uma cidadã americana e meu irmão também já tinha família constituída naquele País, então casa e comida já estavam garantidos, o que faltava mesmo era o trabalho.
Vale lembrar que na América na maioria das vezes , quando o sujeito chega , não tem esta de escolher a profissão que tinha no Brasil, isto é coisa pra rico ou coisa de filme, lá se você quer, pega o trabalho que aparecer e comigo não foi diferente, trabalhei na carpintaria (
JESUS AMADO), é a mais dolorosa das profissões naquele lugar, ao fim do primeiro dia de trabalho não consegui abrir minha mão e tão pouco sentir meu braço direito de tanto que bati prego e carreguei tábua nas costas, é sem duvida um dos serviços mais pesados de se fazer naquele País. Vou fazer um relato breve desta parte, pra gente poder voltar para o radio depressa. Bem, fiquei ali na carpintaria uns 3 meses, mas era inverno e as oportunidades de trabalho nesta época do ano são muito escassas e porque não dizer quase inexistentes, então tudo que ganhava na semana mandava para o Brasil para pagar contas atrasadas e sustentar a família. Como disse, era inverno e se nevava muito nada de trabalho foi aí que eu resolvi tentar a minha profissão na América, ser Radialista, nos dias de folga ia bater ás portas do local mais possível de me dar algo para fazer relacionado ao que já sabia, fui até a RTP (Radio Televisão Portuguesa), que mantinha um estúdio de Newark, próximo até de onde eu morava e como o dialeto é bastante semelhante, entendi que poderia fazer algum trabalho de locução, para a comunidade Brasileira que anunciava no canal Português. Não fui muito feliz, consegui fazer umas três gravações comerciais, sem muita expressão, o dinheiro era muito pouco para um imigrante que tinha saído do Brasil pra fazer um pé de meia, na verdade, eu tinha ido para os EUA, no desejo de passados alguns meses, levar toda a minha família, mas desisti.
Como não deu certo na RTP, voltei para as obras, fui trabalhar na construção de telhados, cheguei a subir escadas em uma altura de 20 a 40 metros , carregando rolo de material para construção de telhados no ombro, por exemplo, trabalhei em igrejas enormes daquelas que os EUA possuem,( serviço de doido aquele),limpei calhas, fiz faxina em residência, kkkkkk, um dia não tinha serviço na firma de construção de telhados em que eu trabalhava, que na verdade tinha atendido um pedido de meu irmão que lá trabalhava, para me dar algum trabalho por um tempo, então eu era um ajudante lá, mas um certo dia a faxineira da esposa do proprietário da firma faltou de serviço e a esposa dele estava desesperada porque precisava de alguém pra limpar a residência do casal, o meu irmão como já sabia que eu tinha jeito com estas coisas de cuidar de casa, imediatamente abriu a bocarra dele e ofereceu meus serviços para a patroa, lá fui eu fazer o CLEAN HOUSE, serviço de limpeza, da casa dos patrões, a conseqüência disso foi surpreendente, a mulher gostou tanto da minha faxina que dispensou a portuguesa que habitualmente fazia este serviço para ela e eu passei a atende-la, uma vez por semana, eu também cozinhei,lavei banheiros e tudo o que aparecia, até que um dia algo diferente surgiu como oportunidade de emprego. Também por indicação de meu irmão que conhecia o local fui ser Manager de uma boate GOGO, onde dança aquela mulherada semi-nua, que a gente vê na televisão, pois é, fui trabalhar na sucursal do inferno, acho que é o mais próximo que posso chegar para você ter noção do que era aquele lugar, trabalhava de11.30 da manhã até as 3.30 da manhã do outro dia , de segunda a segunda com meia folga diária durante a semana e um domingo uma vez na vida e outra na morte, local de chão preto, parede preta, teto preto, 4 caixas de som enormes batendo no ouvido durante todo o tempo, luzes piscando, 20 a 30 mulheres se revezando em danças sensuais e provocadoras, sobre o palco e 120 homens , tomando todas em volta do balcão, lutando para dar um TIP (gorjeta), para as dançarinas, em troca da atenção de uma delas, na hora de fazerem o drink habitual, mas era ali que conseguia mandar um bom dinheiro para casa e ainda juntar um pouco para minhas despesas pessoais, este trabalho posso dizer tinha algo mais próximo da minha realidade profissional, por se tratar de uma casa de eventos e que tratava com o publico, então cheguei a gerenciar algumas festas e eventos que rendiam um troco a mais para todos que ali trabalhavam e assim se passaram 7 meses, uma das conseqüências do trabalho, até hoje, não suporto a claridade, pois vivia tal qual os vampiros e só via a luz do sol entre 10:00 e 11.15h. da manhã, o resto era no escuro.
Chega um dia que a paciência esgota e eu que não me adaptava naquele País de forma alguma, resolvi voltar para o Brasil e retomar minha carreira. Não percam o próximo capitulo e sejam todos EXTREMAMENTE FELIZES!!!!.

A Jornada pelo radio parte 07 - NA RADIO AMERICA AM E CULTURA AM


Recomeçamos a contar nossas experiências pelo radio com um enorme agradecimento, caso você tenha tempo, entre nos comentários do post onde falamos de nossa passagem pela radio 107 FM. O grande diretor artístico CLAUDINÊ ALBERTINI, muito me honrou com seus comentários, o que comprova mais do que nunca a excepcional experiência que tivemos com este que hoje também pode ser chamado de ÍCONE, do radio , nome certamente eternizado na Historia da comunicação Mineira e porque não dizer Brasileira. A você CLAUDINÊ os meus mais sinceros e respeitosos agradecimentos.
Bem, depois desta puxação de saco, vamos continuar a nossa historia. Lá fui eu integrar a equipe de comunicação da RADIO AMERICA DE BH, recebi o convite da diretora de jornalismo, naquela época a simpaticíssima ANA CRISTINA, uma profissional, extremamente dedicada e que através de um comando técnico invejável, coordenava a equipe matinal de jornalismo da emissora , após o convite, fui apresentado á diretora da emissora a DAMA DE FERRO, a SRª VÂNIA ALBERGARIA, Margareth Thatchercom certeza teria inveja dela, ela era parada dura, mulher difícil de ceder a pressões e mudar suas opiniões, com isto todo mundo na emissora andava no pianinho, tinha na verdade alguns rebeldes na área, como a irreverente operadora de áudio UPS..... Esqueci o nome dela, acho que era VERA, simpatia de pessoa, sabe aquela que dá um boi pra não entrar na briga, mas quando entra dá uma boiada pra não sair? era a VERA, bem a VÂNIA ALBERGARIA, era assessorada diretamente, pelo coordenador artístico HILTON RIBEIRO, uma pessoa gente boa, mas tenho que dizer uma coisa, de vez em quando ele talhava o sangue da gente, com as decisões dele, os profissionais que possuíam por exemplo uma experiência maior de radio, ficavam fulos da vida, mas é assim mesmo, não dá pra reclamar muito. Na ocasião de minha apresentação à SRª VANIA ALBERGARIA, recebi a confirmação sobre minha contratação como novo noticiarista da emissora e também um punhado de não, tipo, não pode usar bermuda, não pode trazer visita dentro da radio, só na sala de recepção, não isso, não aquilo, mas tudo bem, mais uma vez eram as normas dela, na ITATIAIA, também não se pode usar bermuda, cada um com sua regra, minha função principal seria ancorar um noticiário de 50 minutos todas as manhãs de 07:00h ao 12:00, o bom da História é que não era direto, funcionava assim. Eu apresentava o primeiro noticiário do dia com duração de 50 minutos, saía do estúdio e voltava de hora em hora para apresentar um boletim informativo de 5 a 7 minutos e depois aos 15 para o meio dia para um outro noticiário de 15 minutos, pronto bater cartão e ir embora.
Ancorar um noticiário em belo horizonte é briga de cachorro grande, pois a principal concorrente, a ITATIAIA, basicamente mantém a liderança no segmento noticioso.
Mas dávamos bem o nosso recado, meu primeiro parceiro nos microfones da América foi o fera HAROLDO AMENO, ex – ALVORADA FM dentre outras, sempre tirando uma piadinha e uma gozação com os colegas, depois de um certo tempo, mudou o parceiro e aí foi o meu grande camarada CASSIO MURILO, grande profissional e companheiro de trabalho, juntos apresentamos o Jornal matinal da emissora por praticamente 2 anos e meio, a pouco tempo , conversando com ele na rede de relacionamentos ORKUT, ele me disse que estavam de olho em nós lá na RADIO AMERICA, quando dizem estão de olho, são outras emissoras, e no nosso caso, as concorrentes diretas ITATIAIA E RADIO GLOBO, mas não deu tempo, deixei a emissora antes disto, (vou chegar nesta parte em breve) , ao mesmo tempo em que exercia minhas funções na RADIO AMERICA, continuava, na CULTURA AM, isto lá no prédio da ITATIAIA, depois de alguns meses, transferiram os estúdios para as instalações do bairro DOM CABRAL, bem , nesta parte começa outra Historia interessante, não existe nada pior no meio do rádio do que uma emissora ser dirigida, coordenada ou propriedade de quem não entende nada de radio, porque a pessoa, vai querer fazer e quando faz, destrói tudo que já foi feito ou não faz nada de bom ou proveitoso ou pior inventa de fazer algo que não deveria ser feito daquela forma. Deu pra entender? Desculpem é a sinceridade de novo.
Foi o que aconteceu com a RADIO CULTURA AM naquela época, como já disse anteriormente a emissora sempre ocupou a 2ª colocação na audiência, abaixo da ITATIAIA e quem vinha depois no 3º lugar? , justamente a Radio América. Como o RONALDO CARVALHO foi dispensado, a radio ficou temporariamente sob a direção do HILTON RIBEIRO, logo depois assumiu a direção uma simpática senhora que não me lembro o nome (sinceramente), aí começaram os problemas, ela exercia uma função não sei de que nas Edições Paulinas, que não tem nada a haver com radio e foi coordenar artisticamente a Radio Cultura, o que percebeu-se nos bastidores, foi que travou-se uma batalha pelo poder entre ela e o coordenador da Radio América, na verdade a todos nós víamos que ela queria meter o dedinho dela em todos os setores da emissora, inclusive na própria RADIO AMERICA, enfim, ela levou a melhor e a radio levou a pior. Vou explicar o porquê.
Tudo corria normalmente na programação da emissora, quando de repente a nova coordenadora, teve um surto de criatividade. Atenção, novatos do radio, como no futebol, TIME QUE ESTÁ GANHANDO NÃO SE MEXE, exceto se alguém se contundir, então.... radio que está na liderança, deixa quieta, não inventa moda não, porque o tiro pode sair pela culatra. Não é que a chefinha fez uma reunião para anunciar as mudanças na emissora?
Começou enaltecendo os valores profissionais de todos que nela estavam, mas que a radio tinha que deixar a imagem de brega que ela tinha. Ora, ora minha gente, a radio era o que era, justamente por ser brega ou vitrolão, como queiram chamar, tocava só o fino no popular e ela soltou a histórica frase “a cultura tem que deixar de ser uma radio de empregada doméstica” e foi falando, falando e informou que a partir daquela data programas consagrados a mais de 10 anos como as “CANÇÕES DO ROBERTO E A HISTORIA DE CADA UM” , “TOCA-TUDO DA CULTURA” , “ MANHA TOTAL” sairiam do ar, a radio iria tocar tudo o que era sucesso do momento. ( acho que ninguém falou para ela que já existiam as FMs fazendo isto), bom, e lascou a nova programação na nossa guela abaixo. Em certo momento, da reunião ela fez uma pergunta que não devia para pessoa menos indicada, adivinha quem? Para aquele que de vez em sempre tem a mania de falar a verdade, EU. E vou ser sincero, com todos vocês se depender de puxar saco de patrão ou chefe, eu vou ficar desempregado muito tempo.
A nova coordenadora, vira delicadamente para mim e pergunta: “E você Luigi está tão calado, nos prestigie com sua bela voz e me dê sua opinião, o que você acha?”
Na “TORA” eu respondi para ela, que literalmente ela iria afundar a programação da radio, pois as FMs, já faziam o que ela pensava que era inovação, mas que como profissional que era, cumpriria a rigor as novas determinações, deixando bem claro para ela que aceitar não necessariamente era concordar com o que ela pretendia fazer. Não precisou de mais nada, todo mundo arregalou um olho pra mim e ela torceu o biquinho, insatisfeita com minha opinião. Fazer o que? Passados 3 meses a TRADICIONAL CULTURA AM, figurava nas pesquisas onde nós chamamos “NAS OUTRAS”, ou seja você olha a lista de classificação e depois da ultima você procura pra ver se acha as outras. Alguns meses depois, a Arquidiocese, inaugurou a TV HORIZONTE, e uma grande estrutura foi montada, para comportar a equipe televisiva. Todos nós percebíamos que o clima entre a nova coordenadora de programação da CULTURA AM, e o pessoal da RADIO AMERICA, ainda continuava, um pouco quente, aí a ideia de tirar a CULTURA AM do bairro DOM CABRAL e leva-la para a Savassi, em modernas e novas instalações e tudo mais que uma grande emissora precisasse. Era o que nossa gênio do radio precisava, independência e autonomia para tomar todas as decisões que julgasse certas, nesta época eu já contava 7 anos de RADIO CULTURA AM e como também trabalhava na AMERICA AM, tinha uma certa estabilidade na casa, mas com a mudança do endereço ela deu o pulo do gato, alegando ajustes financeiros em virtude dos investimentos feitos na emissora, o corte nas despesas eram necessários e o primeiro a ter a cabeça degolada foi este que vos escreve. Depois de mim, tudo foi mais fácil, mandou quase todo mundo embora da radio e ficou à vontade para fazer da CULTURA AM a rádio nas OUTRAS.
Permaneci na radio AMERICA por mais um tempo acho que por quase um ano, mas como todo homem que tem família e filhos para criar a corda apertou e então tomei a dolorosa e mais amarga decisão de minha vida, solicitei meu desligamento da RADIO AMERICA AM e rumei para os ESTADOS UNIDOS DA AMERICA, fui para a terra do tio SAM.mas aí, já é uma outra Historia, que eu conto na outra postagem. Até lá, sejam todos EXTREMAMENTE FELIZES!!!!!!!!